<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-38622242</id><updated>2012-01-26T22:15:39.684-08:00</updated><category term='texto'/><title type='text'>blog do segundo</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://blogdosegundo.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38622242/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdosegundo.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>carlos segundo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02266737889501468565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>38</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38622242.post-6012906266210559358</id><published>2009-04-07T06:17:00.000-07:00</published><updated>2009-08-28T12:45:27.590-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='texto'/><title type='text'>o mito</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;No meio do nada, agachado, roçava com ambas as mãos a terra do chão. A cova ia sendo construída aos poucos. O suor escorria pela sua testa e hora ou outra era espalhado com as costas da mão. A terra ainda úmida, a chuva havia caído a pouco, preenchia os espaços da unha enquanto ele aumentava gradativamente a fúria de sua escavadeira. Começou a chorar repentinamente e não conseguiu mais parar. Olhou novamente para o lado, precisava ter certeza que ninguém estava a observá-lo, não desejava que alguém tomasse posse daquela maldição. Sentia-se um lobo, um animal que precisa esconder sua preza.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Rapidamente jogou tudo lá dentro, mais rápido ainda cobriu a cova. Deitado, ao lado da sepultura, sorriu olhando para o céu. As gargalhadas podiam ser ouvidas ao longe, ele se sentia feliz... Em sua mente nada, um deserto, o fosso infinito. Então levantou, a roupa imunda de terra. Olhou para si sem saber muito o porquê, então sentiu medo, não sabia porque estava ali, não sabia para onde ir, não sabia de nada nem de ninguém.  Levantou a cabeça e seguiu, sem olhar pra trás, sem destino, sem sequer um objetivo na mente, sem futuro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O passado só existe porque temos memória, porque guardamos em nós grande parte do que vivemos, pois se não, tudo passaria a ser constantes presentes e ficções, viveríamos uma eterna ficção. Quando chegou àquele lugar ele estava decidido a tudo, sentia-se ectópico em relação ao mundo e não queria mais aquela maldição, não queria mais sua vida, tudo que passou e sofreu, não se lembrava de um ínfimo momento de felicidade, precisava ser livre do seu passado e ao mesmo tempo se desvencilhar do futuro , então cavou, cavou, e ali depositou tudo; vida, pesadelos, cristianismos e culpas, abandonou sonhos e pesadelos, e outras coisas mais que agora não se lembra.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Conta-se que ali, naquele mesmo local nasceu há muito tempo atrás uma planta com frutos, que foi assim chamada de pequi. E a lenda diz mais, que o fato dessa fruta ser como é, está associada a maldição sucumbida no lugar, uma fruta de muitos espinhos e boa pra memória. [cultura inútil]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;carlos segundo&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;cultblog.com.br&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;31_03_09&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38622242-6012906266210559358?l=blogdosegundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdosegundo.blogspot.com/feeds/6012906266210559358/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38622242&amp;postID=6012906266210559358' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38622242/posts/default/6012906266210559358'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38622242/posts/default/6012906266210559358'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdosegundo.blogspot.com/2009/04/o-mito.html' title='o mito'/><author><name>carlos segundo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02266737889501468565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38622242.post-3406555979649043959</id><published>2009-03-31T07:11:00.000-07:00</published><updated>2009-03-31T07:13:15.202-07:00</updated><title type='text'>Acorde pra vida</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ele arrumou as latinhas no isopor já surrado do tempo. Não era um muito grande, mas serviria. No canto esquerdo as cervejas, no direito os refrigerantes e ao centro algumas garrafas de água. Um pouco de gelo por cima para manter a temperatura, sal para abaixar o ponto crioscópico do gelo, aprendera com um químico que um dia lhe comprou duas latinhas de cerveja, a caixa vai à parte frontal da bicicleta cargueira, a roupa bem passada, sapato lustrado e dessa forma ele, cantarolando, segue mais uma vez a longa distância, dez quilômetros entre subidas e descidas até o ponto de venda.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;É sempre assim, todo o primeiro domingo do mês, ele é o primeiro a chegar e o último a sair. A praça é gigantesca, mas ele afirma que chega cedo para sempre se posicionar no melhor lugar. Não no melhor lugar para venda, mas no melhor lugar para que possa assistir aos shows. Ele não depende disso pra viver, mas sempre é bom tirar uns trocos a mais, como ele mesmo diz.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Comecei a notá-lo desde uma vez que me aproximei para comprar uma cerveja, chamei-o duas ou três vezes e ele nem ao menos piscou, olhar brilhante e fixo em direção ao palco, um sorriso sincero no rosto, como se aquela melodia lhe transbordasse e lhe preenchesse por inteiro. Esperei a musica terminar – nunca conseguiria atrapalhar um momento de tamanha entrega – e então o cutuquei, é feio, mas estava com sede em meio aquele calor das 13:00. Ele me olhou, ainda em transe, e calmamente me atendeu, não pediu desculpas ou coisa do gênero, não que eu me importasse por isso, mas eu senti como se ele não estivesse me vendo ali ao seu lado. Era assim, ele vendia por musica, vivia por musica, e de musica um dia quem sabe viveria.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ele disse-me que podia ouvir harmonia em tudo, ruídos, batidas, tudo. Seu sonho, tocar na filarmônica. Gosta de violoncelo, mas se contentaria de inicio em aprender algo mais simples, como o violino. Assim ele diz e assim aprendo e acredito.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;carlos segundo&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;cultblog.com.br&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38622242-3406555979649043959?l=blogdosegundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdosegundo.blogspot.com/feeds/3406555979649043959/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38622242&amp;postID=3406555979649043959' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38622242/posts/default/3406555979649043959'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38622242/posts/default/3406555979649043959'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdosegundo.blogspot.com/2009/03/acorde-pra-vida.html' title='Acorde pra vida'/><author><name>carlos segundo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02266737889501468565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38622242.post-1038070022548846757</id><published>2009-03-03T03:08:00.000-08:00</published><updated>2009-03-03T03:10:34.912-08:00</updated><title type='text'>Cheque furado</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O sol ainda se esforçava em escalar os montes que cercavam a cidade. Ele sentado na cobertura do hotel assistia a programação da TV e se assustava com a constatação de que aparentemente em todas as partes do mundo as programações televisivas se padronizavam e praticamente repetiam seus formatos. Àquela hora, sete e quarenta e dois da manha, deixado de lado o confuso horário, certamente na África ou mesmo na Espanha, a tela exibiria os seus mesmos moldes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Na cobertura do hotel, onde era servido o café e era possível avistar o nascer e o se por do sol, havia um casal de peruanos, uma família de bolivianos, além de inúmeros brazucas que atravessaram quilômetros seguindo seu time de coração que naquela mesma noite enfrentaria a equipe local, Colo Colo. Sim, estava em Santiago, o maior condomínio [natural] horizontal do mundo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Após dois dias de colonização e pré-produção algumas observações caberiam. O mais extenso país da América tinha sim suas particularidades, o clima seco e o ar poluído causava um ardor na vista e um ressecamento no nariz. A água que descia dos Andes tinha um gosto pesado, resultado da enorme quantidade de sais, naquela manha ele ainda sentia os resquícios do mal estar causado pela mesma, decidiu não mais arriscar e apenas beber água engarrafada. O país também passou pela pior experiência de ditadura no continente, logo depois de historicamente a população escolher de forma democrática pelo sistema socialista de governar. É verdade que em alguns momentos sentimos sim que seu povo parou no tempo, ainda é possível encontrar lojinhas que vendam fitas cassetes com títulos “Samba da Bahia – 97”, mas por sua vez Santiago é uma cidade segura que hipnotiza qualquer um que em sua terra pisar. Os pais, que conseguem viver dignamente com apenas três salários, brincam com seus filhos que o tempo todo não param de dizer “Papa, papa, papa...”. E apenas o que nos assusta nos primeiros dias é o fato da conta de um jantar para cinco pessoas, normalmente pescado ou pollo com papas fritas, trazer em seu rodapé um valor final de 14 mil pesos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sua mente poluía-se de tanta informação. Tudo era muito novo. Tudo era muito cedo. E seu portunhol ainda o incomodava. Fato, o mais rápido possível ele se matricularia em um curso, sentia vergonha por dominar a língua inglesa e mal saber se comunicar com seus visinhos latinos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O sol então entrou pela vidraça, tocou sua nuca e ele sorriu. Pensou nas gravações que se iniciariam no mesmo dia, re-pensou cada detalhe. Pensou também em tomar outro chá, preferia café, mas o nescafé não lhe descia pela goela, tai algo que realmente ele sentiria falta em pouco tempo. E por fim antes de se levantar para se servir, lembrou que teria de enviar um e-mail para seu gerente explicando o porquê de seu cheque ter voltado no dia anterior. Afinal, felizmente ou não, no Brasil ainda não se pega dois anos de cadeia por um simples cheque voador. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38622242-1038070022548846757?l=blogdosegundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdosegundo.blogspot.com/feeds/1038070022548846757/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38622242&amp;postID=1038070022548846757' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38622242/posts/default/1038070022548846757'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38622242/posts/default/1038070022548846757'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdosegundo.blogspot.com/2009/03/cheque-furado.html' title='Cheque furado'/><author><name>carlos segundo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02266737889501468565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38622242.post-4340953254288720887</id><published>2008-12-29T11:44:00.000-08:00</published><updated>2008-12-29T11:45:04.997-08:00</updated><title type='text'>Onde andará Nicanor</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O dia surgiu pela janela pouco aberta e ela ainda pode sentir na boca o gosto da noite anterior. Seu vestido úmido esparramado sobre a cadeira lhe dava a certeza de que não fora apenas enganada pela vontade. Agora muito mais fraca, a chuva, a abençoada e incessante chuva continuava a cair sobre o mundo do lado de fora limpando a memória e os vestígios de uma inesquecível aparição, um tango de Piazzolla nos versos de Caymi, um encontro com Nicanor de Chico Buarque. É claro que o álcool e a oportunidade impulsionam os seres a atos dos mais inesperados, mas continuo a acreditar que nada acontece por acaso. O acaso está associado a inúmeras combinações racionais, irracionais ou mesmo instintivas. Em resumo, os dois se necessitavam, mesmo que momentaneamente, mesmo que para não desperdiçar a chuva que inundava a noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era dia de natal, e por mais cético e insensível que seja o individuo, duvido que não sinta a energia de uma paz hospedada bem na ponta do nariz. Mas ela não precisava de presentes ou cumprimento, se tudo o que vivera há poucas horas atrás, mesmo que meteórico e inesperado, fosse uma prévia do que estaria por vir nos dias seguintes, tudo já estava por si consumado e suficientemente preenchido. Sentia necessidade sim de cruzar novamente o olhar, de fixá-lo novamente, não em busca de certezas ou confirmações, mas pela simples necessidade que sentiu de súbito em saber que ele continuava ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levantou-se e caminhou, sonolenta, até a cozinha. O encontro não demorou a acontecer, os olhos não mentem e o dele era sincero, garanto. Segredo não há quando mais de um sabe, mas seriam cúmplices e confidentes, não irmãos, mas quase primos de algo que não mais voltaria a acontecer, não daquela forma, não daquele jeito, talvez melhor, talvez pior, talvez...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;carlos segundo&lt;br /&gt;26/ 12/ 2008&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38622242-4340953254288720887?l=blogdosegundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdosegundo.blogspot.com/feeds/4340953254288720887/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38622242&amp;postID=4340953254288720887' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38622242/posts/default/4340953254288720887'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38622242/posts/default/4340953254288720887'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdosegundo.blogspot.com/2008/12/onde-andar-nicanor.html' title='Onde andará Nicanor'/><author><name>carlos segundo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02266737889501468565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38622242.post-8938475044306328994</id><published>2008-12-29T11:28:00.000-08:00</published><updated>2008-12-29T11:35:33.811-08:00</updated><title type='text'>Copacabana</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Enfim, o dia. E a brisa que vem trazendo o aroma de sal não deixa a menor dúvida. Os dois pés invisíveis se escondem na areia que mesmo fina preenche todo o arredor. Ele se encurva e as pessoas apenas caminham, ele não sabe por que, mas elas caminham, talvez seja o ar; ele merece ser inspirado com maior ferocidade. Ele sentado, observa e admira o domingo que se inicia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sem fim o dia. Pelo menos assim deveria ser. As pessoas sempre felizes e o Maraca sempre lotado. Os turistas sempre estupefatos e os vendedores com o bolso inchado. Assim deveria ser aquela cena, um eterno caminhar. Deveria? Ele pergunta, sem obter resposta e ali continua seu monólogo, sentado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;É fim do dia. Quem dera se fôssemos Pacíficos e não Atlânticos, veríamos o sol se por, e a água salgada calmamente apagaria sua brasa, trazendo de volta apenas aquela bola branca de cinza sem vida. Não, mas aqui, na terra onde o Cristo abre seus braços, o astro se esconde atrás do morro, ou o morro que esconde o astro atrás de si? Pensaria mais sobre o assunto e não perguntaria. Fato é, o morro não mais consegue esconder os seus casebres que escalam sua espinha dorsal e passam a olhar de cima, plongeémente as pessoas que ainda caminham, o Maraca que não esvazia, os turistas ainda estupefatos e os bolsos não tão inchados, em fim, o dia das pessoas que ainda acreditam ou fingem não saber. Banho de mar é realmente bom pra descarregar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Foi-se enfim o dia, mas ele não se despede, fica ali, sentado.Em sua frente a imensidão do mar, ao seu lado Drummond.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O poeta estático, ele pensante.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O poeta metálico, ele circulante.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O poeta eterno, ele... um dia, em fim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;carlos segundo&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;cultblog - 14/ 11/ 2008&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38622242-8938475044306328994?l=blogdosegundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdosegundo.blogspot.com/feeds/8938475044306328994/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38622242&amp;postID=8938475044306328994' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38622242/posts/default/8938475044306328994'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38622242/posts/default/8938475044306328994'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdosegundo.blogspot.com/2008/12/copacabana.html' title='Copacabana'/><author><name>carlos segundo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02266737889501468565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38622242.post-4185659814121477550</id><published>2008-09-05T06:22:00.000-07:00</published><updated>2008-09-05T06:26:45.778-07:00</updated><title type='text'>Cana cai Ana</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Algo em torno de dezesseis e quarenta e dois da tarde e o ônibus da empresa Motta cruza o oeste paulista. A poltrona, além da ausência do cinto de segurança, não deixa a perna esticar por completa, provocando uma irritação constante, o melhor então é se desprender e se fixar na paisagem. O sol nessa época do ano desce de forma suave e deixa a planície com um tom amarelado que enche os olhos de admiração e o motorista de cautela. O mp4 já sem carga suficiente te deixa na mão, e para evitar o tédio os pensamentos e as palavras vão sendo organizadas e quase sempre uma poesia ou mesmo uma letra, mesmo que tímida, de uma nova canção ganha espaço.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fagulhas de lembranças sempre aparecem para confeitar o que se vai aos poucos se construindo. O trajeto se divide, a baldeação fora feita e algumas placas indicavam a aproximação de São José do Rio Preto. Destino, Uberlândia, ponto de partida Narandiba. Sim, Narandiba, esse pequeno cisco geográfico paulista com pouco mais de quatro mil habitantes que deixa até mesmo o programa Word confuso e sem sugestão ortográfica, fica a apenas trinta e seis quilômetros de Presidente Prudente.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A terra onde existem muitas laranjas [tradução tupi guarani] possui suas particularidades e paradoxos. Há nela, um misto de hospitalidade e mal entendidos constantes, oito restaurantes e uma sanduicheria que trás em seu cardápio além do clássico x-tudo a italianíssima pizza à moda da casa, e não se assustem, regrada a um bom azeite Galo. O acesso não é difícil, a estrada um pouco esburacada e sinuosa ganha uma sensação de labirinto, com os paredões dos canaviais que se estendem pelo trajeto e que não é um privilégio local, a terra roxa paulista ultimamente pode até ter assobiado pouco, mas com certeza tem chupado muita cana.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Esse micro-cosmos que puxa o R com certa facilidade, que trás a calma estampada no rosto e que tem praticamente 100% do esgoto tratado, vive um momento próprio, resultado da instalação de duas usinas de álcool nas suas dependências, Cocal e Biofuel Energy.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Não vou repetir aqui incessantemente a nota dó do piano de cauda atendo-me em discussões que se referem ao problema ecológico que está diretamente ligado à implantação das usinas, é evidente que acredito nas suas conseqüências futuras. Gostaria na verdade, dentro de meu imediatismo contemporâneo, compartilhar um problema muito mais real e palpável que aflige principalmente as donzelas narandibenses.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Associada a produção da cana, houve uma explosão demográfica de homens, italifico o gênero, na cidade que vieram dos quatro cantos do país atrás de trabalho e dignidade. Não os culpo por isso, mas o fato é que não há mulher suficiente para tanto homem assim, o que vem causando preocupações e ataques desesperados constantes. Hormônios em alta, o caos sexual está posto, e a cana que tanto tira o sono de biólogos e economistas, passa a preocupar mais ainda, pais, padres, parteiras e claro, as moças da vida. E olha, nem mesmo chegamos na entressafra.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;carlos segundo&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38622242-4185659814121477550?l=blogdosegundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdosegundo.blogspot.com/feeds/4185659814121477550/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38622242&amp;postID=4185659814121477550' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38622242/posts/default/4185659814121477550'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38622242/posts/default/4185659814121477550'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdosegundo.blogspot.com/2008/09/cana-cai-ana.html' title='Cana cai Ana'/><author><name>carlos segundo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02266737889501468565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38622242.post-8924958913161707311</id><published>2008-08-16T10:31:00.000-07:00</published><updated>2008-08-16T10:33:08.915-07:00</updated><title type='text'>vou passar cerol na mão</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Em meio a um azul sul-americano de cegar, o corpo de cor vermelha serpenteava solitariamente e seu tórax mantinha-se cada vez mais erguido conforme a força do vento lhe impulsionava pra cima. Foi ganhando altura e, imponente, causava inveja nas concorrentes que aos poucos começavam a se aproximar. Em uma ponta o losango, na outra a mão que descrevia um balé e lhe dava mais autoridade no vôo. As crianças, duas, olhavam admiradas o zig-zag do papagaio. O pai, de gravata e calça de linho, o herói. Uma tinha apenas dois aninhos, enrolava os pés em meio a frauda e por isso caminhava com dificuldade; a outra tinha cinco anos, mas mesmo assim estampava no rosto um sorriso que fez meus olhos se encherem.Era algo em torno das doze horas e o sol a pino fazia com que as primeiras gotas brotassem na bochecha. O pai, executivo, dava sua esmola de atenção, e ele sabia disso. Há quanto não brincava com as “escrotinha” (era assim que as apelidava), mal notara o quanto elas cresceram. Mas hoje não, ele por algum mísero momento voltava a ser pequeno, corria e se alimentava daquele instante. Pulou muito de felicidade ao ver a pipa ganhar os ares, e depois abraçou e içou-as, como o campeão que ergue a taça do triunfo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Em meio a todo aquele brotar de euforia, seu telefone tocou, entregou o brinquedo para a mais velha, não havia perigo, bastava manter-se quieta, e rapidamente vi sua face modelar-se como de costume. Franziu a testa, gesticulou, esbravejou e nem notou que a filha puxava-lhe a calça em meio ao pranto que subitamente jorrou.Um, dois, cinco puxões e finalmente a atenção foi retribuída. Ele disse algo como “ligo daqui a pouco” e desligou. Olhou para a mão da filha e suspirou. O barbante não mais tencionara como antes, pelo contrário, ficou grande parte deitado sobre a grama. Voltou-se para o céu e viu seu pássaro, sua nave, sua alegria, planar em direção à rua oposta onde cinco ou seis moleques, já aos socos e pontapés, disputavam o melhor espaço para agarrá-la. Tentou consolar a filha, a mais velha, por que a menor tinha certeza que tudo fazia parte do roteiro. Melhor ir embora, pensou.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Os três se perderam em meio à rua, de volta pra casa. A filha mais nova, com a mesma despreocupação de antes; a mais velha ainda soluçava ao que talvez fosse sua primeira derrota, e ele apenas maquinava, certo de que de alguma forma poderia usar aquela simples e comum experiência em futuras palestras sobre como ganhar mais mercado e derrubar o seu adversário; algo em torno do uso do cerol e da noção exata do momento de “desbicar”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Eis o poder das pipas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;texto da coluna "labirinto retilinio" cult blog&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38622242-8924958913161707311?l=blogdosegundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdosegundo.blogspot.com/feeds/8924958913161707311/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38622242&amp;postID=8924958913161707311' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38622242/posts/default/8924958913161707311'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38622242/posts/default/8924958913161707311'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdosegundo.blogspot.com/2008/08/vou-passar-cerol-na-mo.html' title='vou passar cerol na mão'/><author><name>carlos segundo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02266737889501468565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38622242.post-1687956179113149345</id><published>2008-08-04T16:27:00.001-07:00</published><updated>2008-08-04T16:31:05.051-07:00</updated><title type='text'>ultimo capítulo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;     Suas passadas eram firmes e largas. Seu corpo se desvencilhava dos obstáculos com uma agilidade digna de um dançarino contemporâneo. O centro nesse dia não se continha de tantas pessoas, pacotes, sacolas, comida e calor. Crianças puxando seus bichos comiam algodão doce, outras choravam em busca do presente ideal. Mas nada que desviasse a sua atenção, precisava ser ágil, e o balé se mantinha. Trazia em suas mãos uma caixa, era um ladrão, não havia dúvida, pelo menos é o que se percebia nos olhares das pessoas que se assustavam com sua tamanha destreza. Ninguém gritou.&lt;br /&gt;    &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;    Cruzou duas avenidas e jogou o corpo para uma viela que daria em uma via secundária. Saltou uma mureta e com um golpe alcançou o outro lado da calçada, parou.&lt;br /&gt;- Ei!!!&lt;br /&gt;    &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;    Falou para um entregador de compras que parado aguardava o pagamento do carreto. O mesmo tentou exitar. Tarde demais. Amarrou a caixa na cargueira e partiu rumo à periferia.&lt;br /&gt;Suas pedaladas não ficavam tímidas às passadas, ao contrário, eram tão ou mais resistentes e então ele alçou vôo. Pela retina as imagens se perdiam e como que hipnotizado seguia. Tinha uma promessa a cumprir, talvez por isso que quando se aproximava de casa, em meio ao alvoroçar de seus cabelos, o sorriso aos poucos se construía em seu rosto.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;   A bicicleta ficou na calçada mesmo, toda quebrada e cheia de lama. Entrou correndo, empurrou o portãozinho e em seguida a porta principal. Colocou a caixa no chão e como um animal enfurecido a mão destruía o papelão, bem como o isopor. Em sua mente uma música, olho azul de Abujamra, enchia seu peito de energia. Retirou o aparelho, 14 polegadas, pequeno, mas suficiente. Entrou quarto adentro, colocou-a sobre a caixa de feira que serviu como rack. A antena foi improvisada com palha de aço. A energia, um gato, fora feito com a ajuda de um vizinho que trabalhava na Cemig há mais de 32 anos. Deitou no projeto de cama e com uma das mãos tentou acionar o controle, não funcionou, controles não vêm com pilhas, pensou. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Levantou novamente e ligou manualmente mesmo. Voltou novamente para cama.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;     A imagem, mesmo um pouco chiada e em desfoque, foi suficiente para despertar a lágrima dos olhos, não dos seus, mas de sua mãe que ao seu lado, inválida e prestes a abandoná-lo, aguardava ansiosamente o presente que o filho prometera. Pouco tempo de vida lhe restava e era tudo o que sempre quis, poder assistir tv deitada, como as madames que as novelas a vida toda lhe venderam.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;     Assim ficaram durante alguns minutos, não muitos, abraçados, ela para a tv, ele pra ela. Aos poucos os olhos fracos foram fechando e a respiração se perdendo. Ao mesmo tempo o chiado da tv se confundia com o som das sirenes que se aproximavam. Os dois sorriam, se abraçavam felizes e cúmplices ficariam até o ultimo segundo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;texto postado no cult blog 24/ 07/ 08&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38622242-1687956179113149345?l=blogdosegundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdosegundo.blogspot.com/feeds/1687956179113149345/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38622242&amp;postID=1687956179113149345' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38622242/posts/default/1687956179113149345'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38622242/posts/default/1687956179113149345'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdosegundo.blogspot.com/2008/08/ultimo-captulo.html' title='ultimo capítulo'/><author><name>carlos segundo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02266737889501468565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38622242.post-5928336067856656901</id><published>2008-07-02T12:55:00.000-07:00</published><updated>2008-07-02T12:57:26.684-07:00</updated><title type='text'>iônico</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;          Não era muito tarde, mas o céu já apresentava borrões de penumbra por toda a parte. Naquele ano, o inverno nada tênue, deixou mais densa a paisagem que cercava o lugar. Ela já se preparava para deitar, olhou pela janela e percebeu que o infinito estava agitado, ondas dançavam de forma estranha, algo que nunca havia visto antes, de certa forma aquilo chamara a sua atenção e por um instante ela se fixou naquele tenro movimento. De repente uma forte luz, que vinha do mesmo horizonte, ofuscou totalmente sua visão e por um momento, como se o tempo tivesse estagnado, tudo ficou calmo, paralisado. Ela então, recobrando a lucidez, olhou novamente para fora e notou que aquele céu que antes apresentava uma coloração cinza, agora se desmaterializava em uma rubra e viscosa mancha. Sentiu-se estranha, estranheza essa proporcionada por uma combinação de energias que fugia o seu conhecimento e controle, a cabeça rodou e como se o ar pudesse lhe prender em todas as direções, se viu paralisada. Mal teve tempo de procurar entender o que acontecera, escutou a batida que vinha da porta principal. Com alguma dificuldade ela se envolveu em seu manto cor branca e caminhou em direção a porta. Sua surpresa não foi menor que o arrepio que lhe cobriu dos pés a cabeça, por alguns segundos permaneceu estática e antes que arriscar qualquer fala, foi obrigada a deslocar lateralmente o corpo permitindo a passagem da visita que rapidamente ganhou a sala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas você é...&lt;br /&gt;- Sim, sou eu.&lt;br /&gt;- Mas...&lt;br /&gt;- Precisamos conversar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;           Ainda um pouco confusa, fechou a porta, mas antes verificou se ninguém as havia observado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pode ficar sossegada, ninguém sabe ou mesmo viu que eu vim até aqui lhe procurar. Não notou que o tempo parou? Preciso apenas ser rápida, para que não interfira demais no bom andamento do que hoje ainda se arriscam a chamar de vida.&lt;br /&gt;- Mas como?... É impossível... Você não...&lt;br /&gt;- Eu sei, eu sei... Conheço todas as regras, não me venha com seus dogmas e paradigmas. Sei que a lei natural das coisas não permite que isso ocorra. Sei muito bem que onde eu estou você não deve estar. Sei também que justamente quando me enfraqueço você se fortalece e blábláblá... Acontece que precisava falar-lhe com extrema urgência, precisava lhe confessar e lhe cobrar algumas coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Sentando, continuou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A verdade é que estou muito preocupada e não poderia deixar de vir, mesmo sabendo das penitências que tal ato podem me ser futuramente consagradas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Gosto muito de sair pelas ruas a perambular. Sigo a observar as pessoas que passam por mim e que na maioria das vezes se aproximam e em meio à insanidade cotidiana nem notam a minha presença. Parece loucura, e talvez seja, mas em pouco tempo consigo sincronizar – pelo menos em meus pensamentos – o ritmo de seus passos e o bailar de seus corpos com a canção que ressoa em meus ouvidos, e a partir desse momento me perco nessa dança e sinto como se pudesse controlar a sinfonia do mundo, passando a ser eu o maestro, o regente da vida. Então, embebido de um êxtase, uma embriagante felicidade interior e sem que ninguém perceba, transformo a vida de cada um que me rodeia e transita pelo mesmo caminho que eu. E nesse mundo que crio e sou deus a felicidade se estampa em cada vidraça e em cada face. De súbito, o pedinte flutua em seus sonhos, a cigana gira no ar lendo a sorte dos passarinhos, o office-boy de par com o guarda desfila em meio à praça lotada de espectadores que dão a mínima para o trancar das portas bancárias, as crianças de cima da escultura de um falso herói dão saltos ornamentais no chafariz, e enquanto isso, a peculiar película de meus olhos registra todo esse arrebatamento. E ante a essa construção, esses mesmos contempladores olhos se enchem d’água, pois sabem que o espasmo desta fração terá seu fim no instante que o zinco e o cobre fizerem sua última troca iônica e toda a energia pulsante existente nas pilhas, então, mais uma vez se esvair.&lt;br /&gt;          O que destrói a ausência de forma é a fôrma, o que deprime a loucura é a sanidade. No final de tudo percebo que a alegria do mundo não estava no mundo e sim em mim em meus olhos. Os sons confusos da urbanidade voltam a povoar a mente e tudo torna a ser o que era, triste. Essa tristeza recai sobre as pessoas despertando-as as avessas, um banho de ducha na casa do Rei Leão [falarei dele futuramente]. Concluo que há sim, infelizmente, a necessidade de alicerces psicológicos e espirituais para vencer os desafios diários. E então passo a compreender porque, àquela noite, a Tristeza contrariou a natureza do universo, atravessou a barreira do tempo-espaço e decidiu procurar pela Alegria; algo era preciso ser feito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não sei mais o que fazer.&lt;br /&gt;- Não chore Dona Tris. Quer um copo d’água?&lt;br /&gt;- Água... Quero não ter que trabalhar tanto. Quero poder tirar férias, passear no Tibet. Quero sim, uma reunião com o Sr. Lúcifer e Deus. Não suporto mais essa vida. Ta tudo muito confuso. Estou velha, acabada. Quero aposentadoria. Olhe para ti, ainda parece na flor da idade. Depois da Grécia antiga você quase não tem nada para fazer...&lt;br /&gt;- Nisso a senhora tem razão, ninguém mais sorri como naquele tempo.&lt;br /&gt;- Viu do que me chamou? Senhora... É o fim. Meu Zeus, onde está o verdadeiro humor dessa terra. Onde anda os Anysios da vida. Cansei de piadinhas de político. Cansei de piadinhas com celebridades... Não muda, cansei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;           A conversa durou umas duas horas. Nada como duas garrafas de vinho para abrir a mente e a alegria e a tristeza contrariarem as leis da física. A reunião com os todos poderosos seria agendada sem falta para o próximo final de semana, de preferência na casa de Deus, onde sempre tem uísque 12 séculos. Mas mesmo assim, algumas ações foram pensadas no intuito de amenizar o que a priori parecia insolucionável. Dentre elas, algumas que já estão sendo votadas no plenário celeste, cito abaixo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_na política; a liberação universal da maconha, mesmo em mesquitas e catedrais, essa erva que proporciona um estado de desligamento total, ressalva a China e Índia, onde tal liberação poderia ter como reflexo um outro problema sério; a falta de alimento.&lt;br /&gt;_na música; a traição deveria aceita como um ato normal e humano, o que proporcionaria uma maior aceitação social desembocando em um teto máximo de lançamento de três duplas sertanejas anuais, ao contrário das milhares que vem surgindo mensalmente.&lt;br /&gt;_na geografia; a não preocupação com a camada de ozônio, uma vez que o aquecimento provoca o derretimento das calotas aumentando o nível do mar, o que provocaria a diminuição de território, resumindo, uma aproximação massiva das pessoas.&lt;br /&gt;_no cinema; todo o dinheiro acumulado pelos blockbusters americanos durante toda sua história de existência deveria ser devolvido ao país de origem e revertido para o aquecimento do que deve ser considerado realmente cinema.&lt;br /&gt;_no trânsito; é extremamente proibido transitar em pé dentro dos ônibus, que portanto deverão circular com menor periodicidade. Um serviço de bordo com cerveja gelada de dia e vinho tinto a noite será estudado.&lt;br /&gt;_no lazer; ingresso serão cobrados referente a 10% do salário mínimo para que as pessoas possam adentrar os shoppings. Esses complexos são coisas de burguês, que se restrinja a eles então, a maioria dos mortais necessitam de parque, bosque e cultura, e não de deixar suas salivas nas vitrines frontais dos mini-magazines. Estuda-se também a obrigatoriedade de que tais estruturas só possam ser construídas dentro de condomínios horizontais, assim dificilmente nos misturaríamos com tais classes.&lt;br /&gt;_na religião; todo aquele que quiser falar com deus, o fará, desde que devidamente assessorado por Estamira¹. E não através das vulgares corporações da fé que se reciclam periodicamente para se ajustar ao sistema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1- &lt;a href="http://www.estamira.com.br/"&gt;www.estamira.com.br&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;texto para cultblog&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38622242-5928336067856656901?l=blogdosegundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdosegundo.blogspot.com/feeds/5928336067856656901/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38622242&amp;postID=5928336067856656901' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38622242/posts/default/5928336067856656901'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38622242/posts/default/5928336067856656901'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdosegundo.blogspot.com/2008/07/inico.html' title='iônico'/><author><name>carlos segundo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02266737889501468565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38622242.post-6155385431559638813</id><published>2008-07-02T12:52:00.000-07:00</published><updated>2008-07-02T12:54:54.326-07:00</updated><title type='text'>céu de cinzas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;          Quem tem coragem já carrega a sorte. Ouviu isso do seu pai anos antes do mesmo morrer. Ouviu também que viver era um ato de puro egoísmo sem sentido, e que o mais interessante de se manter vivo era única e exclusivamente o fato de frequentemente sentir o prazer de tirar o sono daquele que lhe queria de todo morto. E mais, que pensar no futuro era uma idiotice sem tamanho, já que até mesmo o presente passa por nós em um piscar de olhos ou em um simples reflexo do espelho e que na verdade vivemos em um constante passado que se movimenta na busca de se tornar novamente presente.&lt;br /&gt;          Nessa época tinha apenas seis anos, idade não muito propícia para essas discussões e ensinamentos, mas algo dizia a seu pai que mesmo assim se faria necessário. Ele não estava de todo errado. Ano seguinte estouraria a segunda grande guerra e com ela o extermínio de milhares de pessoas.&lt;br /&gt;          - Estávamos em Budapeste, vi meu pai e minha mãe serem levados arrastados pelo corredor a fora e meu irmão sendo alvejado ali mesmo, caindo ao meu lado, junto ao soldado alemão que como um iceberg, imponente, ainda me jogou um sorriso que fez a minha respiração parar por quase dois minutos. O ariano não quis me levar com eles e nem ao menos desperdiçou uma balinha se quer em meu pequeno encéfalo, ao contrário disso, tenho plena certeza, pois pude ler em seus olhos, pensou ele que me deixando ali sozinho e desamparado, eu sofreria muito mais, seria muito mais humilhado e morreria amiúde vendo o terror passar pela retina. Tolo, pena dele não ter verdadeiramente conhecido meu pai, irá perder o sono. Três dias depois caminhava pela rua, já não estava mais em minha casa, para lhes ser sincero não sabia mais onde estava, a região era muito fria e as pessoas não entenderiam uma palavra sequer do que eu falava. Sentei junto a uma caixa, estava com o peito cheio, olhava as pessoas correndo e pensava apenas naquele momento e nada mais, só deus sabe o quanto meu pai foi importante para mim. Nesse instante, subitamente, pousou em meu rosto alguns fragmentos, dois, cor cinza como tudo ali, que chegavam de não sei onde, mas que flutuavam no céu como pluma em meio a outros tantos. Escutei alguém que passava pela rua gritar algo que pude decifrar como sendo “Eles estão nos cremando novamente”. Não sei por que, mas senti o toque de minha mãe e de meu pai quando esses dois fragmentos beijaram-me a testa e então pensei; esse lugar não mais terá meu presente ou meu futuro e um dia perderá o meu passado.&lt;br /&gt;           Assim nos contou Oliveira, judeu [apesar de ainda ter medo de ser considerado um], o filho, que saiu com vida daquela carnificina preso ao eixo de um caminhão. Hoje, com seus três quartos de século, Oliveira mora em uma casa abandonada em um bairro pobre de uma cidade do interior do Paraná, a casa rupestre era de uma senhora italiana, também resultado da guerra, mas da primeira, que faleceu sentada no banco da sala esquecida por seus filhos. Oliveira encontrou-a lá com um porta-retratos na mão, depois de descobrir um molho de chaves na calçada com o endereço no chaveiro. Enterrou-a no fundo da casa mesmo como se enterrasse tudo o que viveu. Na casa não há luz, apenas água, ele decidira pagar para ter o que beber e onde banhar. Todas as manhãs toma seu café e lê seu jornal na padaria do Alemão, tudo na faixa, é o mínimo que posso fazer diz o proprietário. O almoço fica por conta do que acha pela rua, e normalmente acha.&lt;br /&gt;Oliveira despende seu tempo em duas coisas, quatro horas diárias de visitas a biblioteca municipal e outras cinco escrevendo sua biografia, dedicada ao pai, que pretende publicar com o dinheiro que achou embaixo do colchão da italiana. Junto ao dinheiro estava um bilhete que falava um pouco de quem ela fora e que terminava com o seguinte trecho “Deixo estes para aquele que um dia como eu foi um dos filhos sofridos da noite e sei que um dia virá o que necessita, pois este com certeza tarda mais não falha.” Semanalmente também vai à sala de cinema independente [onde entra de graça por ser amigo do dono, um dos filhos da antiga URSS], já assistiu mais de dez vezes “a infância de Ivan” de Tarkovski, seu preferido. E assim vai vivendo sem nunca pensar no futuro.&lt;br /&gt;           Conta ele também que chegou ao Brasil dois anos depois da chuva de cinzas escondido em um avião da FAB, ficou preso e antes de ser mandado de volta fugiu e se escondeu nas ruas protegido pelas vozes e gritos que nunca lhe abandonaram. Nunca o questionei sobre isso, quem tem coragem já carrega a sorte, assim diz e assim aprendi com ele.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;texto para Cultblog&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38622242-6155385431559638813?l=blogdosegundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdosegundo.blogspot.com/feeds/6155385431559638813/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38622242&amp;postID=6155385431559638813' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38622242/posts/default/6155385431559638813'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38622242/posts/default/6155385431559638813'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdosegundo.blogspot.com/2008/07/cu-de-cinzas.html' title='céu de cinzas'/><author><name>carlos segundo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02266737889501468565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38622242.post-655318982131105595</id><published>2008-07-02T12:51:00.000-07:00</published><updated>2008-07-02T12:52:46.192-07:00</updated><title type='text'>alvejado</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;          O dedo já sentia o frio metal, bastava acionar o gatilho e pronto, fim. Sua medalhinha da sorte balançava marcando o ritmo, tudo ao som de Limelight. Ele adorava o silêncio durante as execuções, mas essa era especial, o cello certamente o acalmaria. A mira, o vento, tudo estava perfeito. A vítima sentada tomando seu café matinal, domingo, a cidade parada, seria um infarto, era o que pensariam em um primeiro momento, tempo suficiente para que ele saísse, como de costume, pela porta da frente sem levantar qualquer suspeita. Olhou novamente, sua vista turva, os olhos lentamente se encheriam de lágrima e ele exitou. Sentiu um calafrio subindo a coluna, abaixou a cabeça e suspirou. Sentiu o transbordar, mas não o toque de sua alma. Ele precisava ser frio, precisava ser forte, o Lança [seu pseudônimo] não poderia falhar, mas já estava há dois dias sem dormir, pensando na sua vítima. Dois dias sem paz, acompanhado apenas por uma garrafa de Black e os sons dos carros que cortavam a noite. Por várias vezes pediu e até implorou para seu chefe deixá-lo fora dessa, mas ele era o melhor, não poderia haver erros. Em alguns segundos ele voltou no tempo, vida pobre, a mãe solteira, trabalhava dia e noite, ele aprendeu a se virar desde cedo. Veio à mente sua primeira missão, como ele tremia naquele dia, não é fácil matar alguém pela primeira vez, tremia tanto que depois do segundo disparo, no lugar do peito, acertou a orelha, isso claro, logo após beijar sua medalha da sorte que herdou de um traficante a quem dera suporte durante uma investida da polícia na periferia onde morava. Ele tinha critérios, nunca matou alguém que não merecesse. Sua mente confundia-se entre diversas informações. Cresceu sem nenhuma referência paterna, conheceu o pai depois da adolescência, mas nunca o procurou, sua revolta era muito grande, como pode um milionário “comer” a empregada e nunca ajuda-la em nada. Prazer e dor. Preferia continuar na miséria absoluta a mendigar migalhas ao velho. Sim ele o odiava do fundo de sua alma, mas daí a ter que mata-lo, há uma fenda enorme e incompreensível. Mas seu alvo estava ali, sentado e tomando café, ele nunca tomou café em sua companhia, sim, seu pai, quem lhe trouxe a esse inferno, quem nunca lhe aceitou como filho, quem nunca se quer lhe abraçou, agora na mira de sua lança, que vida, pensou, beijando a medalhinha e enxugando os olhos.&lt;br /&gt;          Para muitos aquele foi mais um simples e comum domingo, para ele, o encontro, início e fim de uma longa história. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38622242-655318982131105595?l=blogdosegundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdosegundo.blogspot.com/feeds/655318982131105595/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38622242&amp;postID=655318982131105595' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38622242/posts/default/655318982131105595'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38622242/posts/default/655318982131105595'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdosegundo.blogspot.com/2008/07/alvejado.html' title='alvejado'/><author><name>carlos segundo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02266737889501468565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38622242.post-3288712893832415002</id><published>2008-07-02T12:48:00.000-07:00</published><updated>2008-07-02T12:51:20.506-07:00</updated><title type='text'>a fraternidade é amarela</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;             O lugar estava cercado e ele observava tudo pela fresta da cortina que abriu com os dedos. Estava realmente confuso. Caminhava em várias direções pela sala enquanto ao fundo policiais esbravejavam tentando pressiona-lo a se entregar. Sua mente se perdia na situação e ele não mais se dava conta que no centro da sala Jean Luck resmungava sentado e amarrado em uma cadeira, amordaçado com um lençol em tom baixo. Do lado de fora sua esposa olhava cabisbaixa pelo vidro do banco de trás do camburão.&lt;br /&gt;            Jean Luck, ah sim, ele era um francês que estava a passeio por aquelas bandas. Ficara amigo do casal dias antes em uma festa havaiana na praia do Bolinho. Nessas festas em que todo mundo se torna amigo. Chamava a atenção pela forma estranha que dançava, diferente de tudo que já havia passado por aquele quiosque. O fato de o casal ser o único que lhe aparecera facilitou o processo. Também, claro, pelo conhecimento da língua do biquinho, eles passaram um período pequeno em terras napoleônicas.&lt;br /&gt;            No dia seguinte lá estava ele na casa de nossos conterrâneos para bebericar e petiscar ao som suave de “Baton na cueca”. Como não entendia nada, adorava o ritmo. Talvez por que combinava com sua dança. Beberam e dançaram muito. Não, o erro do nosso parisiense não foi ter conhecido e festejado com nossos brasucas. Seu erro sim foi ter conferido o bilhete da mega-sena acumulada que ele comprou para ajudar um “ceguinho” que lhe oferecera na manhã anterior.&lt;br /&gt;            Claro que foi um ato de nacionalidade extrema, nenhum tupiniquim aceitaria que um francesinho qualquer saísse daqui com uma quantia tão alta para gastar em praias espanholas ou em carros alemães. De súbito, sem pestanejar, os dois saltaram sobre o turista que teve tempo de dizer uma só palavra; fudeu!!!&lt;br /&gt;No dia seguinte, cedo, a esposa caminhou até o banco. Trêmula, encantoou o gerente e lhe disse em voz baixa que havia tirado o prêmio máximo. Ele rapidamente levou-a para uma sala privada. Tudo parecia correr bem, ela já conseguia ver as notas que brilhavam em sua mão. “Compramos um iate, afogamos o branquelo em alto mar e pronto. Talvez ganhemos até uma medalha inglesa por tal bravia atitude.” – lembrou das palavras do marido.&lt;br /&gt;-Onde foi mesmo que a senhora comprou o bilhete?&lt;br /&gt;-Como assim.&lt;br /&gt;-Como assim o que?&lt;br /&gt;-Onde comprei? E isso importa?&lt;br /&gt;-Olha se importa eu não sei, mas são normas que devemos cumprir. Até para saber a propriedade real do ganhador. Algum problema?&lt;br /&gt;-É... sim. Quer dizer, não. Não sei...&lt;br /&gt;-Não sabe onde comprou o bilhete?&lt;br /&gt;-Sei, quer dizer, não sei se sei...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Fora o bastante. É claro que o gerente estava blefando, mas em menos de meia hora a frota foi chamada e o quarteirão fechado. Jornalistas brotavam como moto-táxi em dia de greve de transporte urbano. Curiosos rodeavam e as notas iam se esfarinhando no pensamento da dama.&lt;br /&gt;Quatro horas de negociação e ele saiu pela porta da frente. Rápidamente os soldados passaram por ele e entraram correndo dentro da casa trazendo algemado o francês que tentava inutilmente dizer algo.&lt;br /&gt;-Cala a boca seu boca murcha.02 trás nossa bengala que eu vou ensinar a esse aqui como que é nosso pão francês.&lt;br /&gt;           O marido ainda sem entender abraçou-a.&lt;br /&gt;-Finge que está chorando.&lt;br /&gt;-O que?&lt;br /&gt;-Anda logo idiota.&lt;br /&gt;           Os dois choraram compulsivamente, como duas criancinhas. O comandante aproximou.&lt;br /&gt;-Vocês estão precisando de alguma coisa?&lt;br /&gt;-Não, apenas descansar.&lt;br /&gt;           O marido não entendia bulhufas. A mulher enxugava as lágrimas.&lt;br /&gt;-Se precisarem de algo me avisem, esse é o meu cartão.&lt;br /&gt;-Obrigado.&lt;br /&gt;           Entraram por adentro.&lt;br /&gt;           Há poucos dias chegaram de viagem. Na bagagem, compras, compras e mais compras, além é claro, fotos, algumas com a presença do nosso compatriota “ceguinho”.&lt;br /&gt;          Quando questionada sobre o acontecido, ela apenas diz:&lt;br /&gt;-Não precisávamos de tanto dinheiro, 60% estava de bom tamanho.&lt;br /&gt;          Cé la Brazil.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;texto escrito para Cultblog&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38622242-3288712893832415002?l=blogdosegundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdosegundo.blogspot.com/feeds/3288712893832415002/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38622242&amp;postID=3288712893832415002' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38622242/posts/default/3288712893832415002'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38622242/posts/default/3288712893832415002'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdosegundo.blogspot.com/2008/07/fraternidade-amarela.html' title='a fraternidade é amarela'/><author><name>carlos segundo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02266737889501468565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38622242.post-3892878815520832482</id><published>2008-04-24T04:55:00.000-07:00</published><updated>2008-04-24T04:57:23.474-07:00</updated><title type='text'>The end</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A luz acendeu e apagou por duas vezes. Ela contou os andares, treze, recontou as janelas, quarta, sim, era o sinal. Pela porta principal entrou correndo, o abraçou e com os olhos brilhando a esmeralda sorriu. A mão percorreu seu corpo e ele ainda calado suspirou. A face tremia, transmitindo uma emoção impar. Se olharam por alguns segundos, o tempo se tornou infinitamente perdido e como todo final feliz, um beijo contemplou a cena e provocou um derretimento completo em todos que sentados nas clássicas e enfileiradas poltronas vermelhas assistiam a tela, que gigante tomava a parede quase que por completa. Principalmente em Margareth que sentava sozinha em meio aos pouco mais de vinte expectadores do cinema da rua Abraão Coimbra.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Margô, como era chamada, linda, vinte e seis anos, jurou não mais amar na vida, prometeu que depois da última não mais conseguiria se entregar. Tola, pensou. Saiu correndo aos prantos chamando a atenção dos que ainda recobravam as energias e se levantavam estarrecidos. Sem olhar para os lados seguiu.&lt;br /&gt;Entrou em casa evitando ser percebida, inútil.&lt;br /&gt;- Que houve Margô?&lt;br /&gt;- Nada não.&lt;br /&gt;- Como assim, nada não? - Retrucou o segundo, limpando sua automática.&lt;br /&gt;- Nada não.&lt;br /&gt;- Margô, não vem que eu te conheço.&lt;br /&gt;- Tava no cinema, foi isso.&lt;br /&gt;- Sério? E porque não me chamou?&lt;br /&gt;- Precisava ficar sozinha.&lt;br /&gt;- E como foi a atuação do galã ae? – o primeiro de forma esnobe.&lt;br /&gt;- Puts, porque você acha que eu estou assim? Nunca vi na vida algo de tão profunda emoção, claro, depois de Dostoievski. Alguma novidade na tv? – perguntou ela.&lt;br /&gt;- Ainda no mesmo marasmo, acho que vamos ter que ser mais enérgicos. Vamos mandar um pedaço da orelha...&lt;br /&gt;- Da língua – completou o segundo de forma irônica.&lt;br /&gt;- Cala a boca, não fala besteira, a coisa ta só começando. E como ta o objeto?&lt;br /&gt;- No quarto do jeito que você deixou.&lt;br /&gt;Margô caminhou pelo corredor que dava até uma porta mal iluminada. Abriu, no chão ao lado de um prato vazio com uma fita prendendo a boca, com os pés e as mão amarradas estava ele, murmurando. Ela se abaixou, olhou-o bem nos olhos, com uma das mãos segurou suas bochechas.&lt;br /&gt;- Você é um filho da puta mesmo hein!.. Como consegue? [ele murmurou novamente] Nunca havia chorado tanto na minha vida como hoje assistindo a porra daquele filme seu. Que atuação hein!... [levantou] Sabe... Estou decidida a pedir mais por você, depois daquela cena seu passe deve estar valendo mais... Ah ta em... Pode ter certeza.&lt;br /&gt;Ele murmurou algo e ela retirou a fita.&lt;br /&gt;- O que você disse?&lt;br /&gt;- O cinema, ele tava cheio?&lt;br /&gt;- Não muito, perto de umas trinta pessoas.&lt;br /&gt;- Que bosta, é sempre assim. Quando que as pessoas vão começar a acreditar na merda do nosso cinema nacional? hein!, me diz?&lt;br /&gt;- Sei lá... mas aposto que da para arriscar uma estatueta lá de Gramado.&lt;br /&gt;- Gramado... grande merda.&lt;br /&gt;Ela pôs a fita de volta e saiu do quarto. Ele virou para o lado e uma lágrima molhou o taco.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;texto publicado - cultblog - 22 de abril&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38622242-3892878815520832482?l=blogdosegundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdosegundo.blogspot.com/feeds/3892878815520832482/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38622242&amp;postID=3892878815520832482' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38622242/posts/default/3892878815520832482'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38622242/posts/default/3892878815520832482'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdosegundo.blogspot.com/2008/04/end.html' title='The end'/><author><name>carlos segundo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02266737889501468565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38622242.post-4367626765438031444</id><published>2008-04-24T04:51:00.000-07:00</published><updated>2008-04-24T04:55:50.800-07:00</updated><title type='text'>O grito</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Seu nome, Sísifo. Poucos compreendiam o motivo, outros associavam sua alcunha ao fato dele ter nascido durante a festa de nossa senhora, no ducentésimo nono degrau da escadaria, debaixo de um sol escaldante em meio à multidão que rodeava sua mãe. Nesse dia, a missa teve de ser atrasada em duas horas, o menino não queria se desprender do ventre de forma alguma. A mãe, uma das romeiras, gritava [mas os gritos que lhe feriam os ouvidos é que tornava mais difícil o trabalho] e fazia força, uma força que só com muita fé para não desmaiar ali de repente. O padre rezava, e entre preces e dor, o projeto foi cuspido sobre o pano que uma das “parteiras” cedera. E assim veio ao mundo o nosso Sísifo, meio contra a sua vontade, envolto pelo cordão e pela multidão que feliz ovacionou-o quando o padre com ambas as mãos o ergueu para o alto.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Era a terceira vez que a mãe visitava o santuário e ainda viriam mais algumas pela frente. Promessas são viciosas, não dá para viver sem elas. Sempre surge um motivo ou outro para nos impulsionar, nos tirar da doxa inércia.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Há um ditado que diz que quem nasce de noite prefere o dia, da cama prefere o chão, e assim vai. Com nosso amigo não seria diferente, duas coisas ele cresceu abominando, ruídos e escadas, sempre usava rampas ou elevadores e para evitar ruídos ele desenvolveu uma técnica de isolamento total, isolamento tal que a partir dos sete anos não falava ou ouvia ninguém, como um vácuo que protege o ouvido e uma dobra que atrofia a língua. Sísifo seria o primeiro surdo-mudo por opinião. Esse fora um dos motivos que levaram sua mãe às escadarias outras tantas vezes. Coisa do caramulhão.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Foi dessa forma que pelo mundo ele foi passando, como um vácuo, inerte e indiferente, um objeto dentro de seu próprio orifício. Alguns pensadores acreditam que ele foi e é um dos seres mais felizes da terra, um objeto que pensa. Estudou artes, nunca apresentou um projeto por vontade própria e quando apresentava, os temas envolviam sempre silêncio ou não. Um dia sentiram sua falta, ele não mais estava lá.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Quem me contou sobre Sísifo foi um tio meu que disse ter estudado com ele na infância, mas que anos depois não mais o viu. Procurei saber mais sobre ele e sua vida, certamente ele deve ter muito para contar. Sabe-se que hoje em dia, já a beira de seus setenta anos, é possível encontrá-lo diariamente às duas horas e nove minutos da tarde na Galeria Nacional de Arte de Oslo. Sempre vestido com uma camisa de manga preta, um cachecol cor pastel, pálido e com a cabeça grande e raspada, Sísifo fica horas ouvindo música clássica com seu mp3 player, de frente para o quadro de Edvard Munch. Louco ou não, ele afirma ser seu auto-retrato.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;texto publicado no site do cultblog - dia 15 de abril&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38622242-4367626765438031444?l=blogdosegundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdosegundo.blogspot.com/feeds/4367626765438031444/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38622242&amp;postID=4367626765438031444' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38622242/posts/default/4367626765438031444'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38622242/posts/default/4367626765438031444'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdosegundo.blogspot.com/2008/04/o-grito.html' title='O grito'/><author><name>carlos segundo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02266737889501468565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38622242.post-1663230300207965365</id><published>2008-04-02T11:17:00.000-07:00</published><updated>2008-04-02T11:26:48.579-07:00</updated><title type='text'>O baile</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A porta abriu e ele entrou ofegante, com alguma dificuldade tirou o casaco, encostou sua bengala atrás da porta e olhou ao redor, sentindo uma pequena vertigem. Quatro andares de escada são realmente quatro andares de escada nos dias de hoje. Tenho que mudar daqui, pensou mais uma vez. Em sua mão uma carta, que trazia na frente suas iniciais e nenhum remetente, na outra uma sacolinha com perecíveis. Sentou na poltrona, respirou fundo novamente, ligou a tv e abriu cuidadosamente a carta. Dentro um convite, só pode ser um engano, pensou, há anos ninguém lhe enviara nada, nem mesmo um catálogo da Ermes. “Convidamos a vossa senhoria para o baile de máscaras do próximo dia 12. Sua presença é indispensável”.&lt;br /&gt;Baile de máscaras... Quanto tempo não ouvia falar. Veio-lhe a lembrança do glamour de seus melhores anos, tudo se combinava, e ele não se sentia tão só como agora, mas tudo passa, os amores e a força, tudo um dia passa, menos a lembrança. Com certeza seria mais um daqueles equívocos, como o jantar dançante de 1986. Deixou o cartão cair sobre a mesa de centro e cochilou hipnotizado pelas imagens.&lt;br /&gt;O salão era imenso e todo em mármore. As pessoas, em sua esmagadora maioria mais velhas como ele, estavam devidamente mascaradas e caminhavam em todas as direções, lentamente é claro. Garçons com bebidas e canapés se multiplicavam no espaço. Aparentemente não conhecia ninguém, mas desde sua entrada fora tratado com todo requinte, como um convidado especial. Caminhou, lentamente, comeu pouco, bebeu e puxou papo com uma ou duas pessoas, mulheres de preferência, queria sentir o prazer das suas flertadas de outrora, continuava encantador em sua retórica que ora passeava pela filosofia antiga, ora pela literatura argentina e chilena, mas que não surtiriam muito efeito ali, principalmente porque todas estavam na verdade acompanhando um ou outro convidado. Este foi um dos fatos que lhe chamara a atenção, sem contar que ninguém sabia explicar porque e quem havia feito o convite para tal festa. E assim foi se desenrolando a noite.&lt;br /&gt;Quando o relógio já marcava próximo a meia noite, alguém que se apresentou como o representante do anfitrião solicitou a todos que se reunissem no saguão principal que dava de frente para a escada que levava ao andar superior. Aos poucos todos foram se espremendo e aglomerando no tal local, a essa altura, ninguém poderia prever mais nada, mas continuavam curiosos com o desfecho. Do topo da escada à meia luz surgiu um vestido longo e branco com um véu que cobria o rosto, mas não escondia suas rugas e sua idade, é das nossas, pensou. Houve um início de burbúrio no salão que logo foi calado pela voz da “noiva” que cuidadosamente descia as escadas. Sua voz soou conhecida e ele deu um passo a frente para checar com maior cuidado. Percebeu que não apenas ele, mas todos os homens ao seu redor sentiam o mesmo. Sophia, sim, era ela, confirmou pela pinta no braço esquerdo e o nariz que fez volume por baixo do véu, há mais de quarenta anos que ouço falar dela. Fora uma de suas presas na adolescência, mas nunca havia relatado o acontecido para ninguém, também pudera, como contar para os amigos que havia se deitado com a moça que na época recebia o carinhoso apelido de Bina [abreviatura de carabina]. De certa forma todos também a reconheceram. Loucura ou não, mas ela havia convidado grande parte dos homens que um dia passaram pela sua vida, sem exceção. Até um rapaz que aparentava seus vinte e poucos anos, e que a essa altura, de vergonha se encolhia atrás de uma das pilastras.&lt;br /&gt;A história que aparentemente não teria como piorar mais, piorou. Houve uma revolta geral, por parte das esposas que se encontravam no local, quando Sophia anunciou o real motivo do convite. No auge dos seus setenta anos, ela que afirmou com toda convicção que ainda sentia tesão, gostaria de mais uma vez sentir o prazer de ser amada por cada um dos presentes que em algum momento da vida a amou. Foi a gota d’água, Sophia que nos tempos áureos fora totalmente destrambelhada, provocava alvoroço por onde passava, mais uma vez o fazia. Algumas mulheres puxaram o braço do companheiro para retirá-lo da festa, outras começaram a passar mal com o canapé que certamente não estava tão mais saboroso assim, as que a reconheciam do passado, jogavam insultos e injúrias. E o mais engraçado, ninguém tinha coragem de descolar a mascara do rosto, inclusive ele. Fantástico, foi seu último comentário&lt;br /&gt;A porta abriu e ele entrou ofegante, com alguma dificuldade tirou o casaco, encostou sua bengala atrás da porta e olhou ao redor, sentindo novamente aquela pequena vertigem. Tenho que me mudar, pensou mais uma vez. Sentou exausto, sentindo a segurança da poltrona. Olhou o relógio que marcava três da manha. Jogou sua máscara sobre a mesa de centro. Ainda perplexo com a festa, sorriu admirado, lembrando de algumas cenas. O tumulto foi generalizado, a polícia foi chamada e por conta disso algumas máscaras foram ao chão. Sorriu outra vez balançando a cabeça, até você Jonas, pensou, até você...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;texto para cultblog 31/ 03/ 08&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38622242-1663230300207965365?l=blogdosegundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdosegundo.blogspot.com/feeds/1663230300207965365/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38622242&amp;postID=1663230300207965365' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38622242/posts/default/1663230300207965365'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38622242/posts/default/1663230300207965365'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdosegundo.blogspot.com/2008/04/o-baile.html' title='O baile'/><author><name>carlos segundo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02266737889501468565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38622242.post-3916883357627596881</id><published>2008-03-24T10:16:00.000-07:00</published><updated>2008-03-24T10:17:41.747-07:00</updated><title type='text'>A vendinha</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;-Um copo d’água, por favor.&lt;br /&gt;Levantei a cabeça antes mesmo de ele se aproximar. Da porta pude notar que se tratava de mais um andarilho. Tenho acompanhado a evolução deles nesses últimos anos, desde que assumi a vendinha que foi uma das dúnicas heranças de minha falecida mãe. Antes eles apareciam semanalmente, agora, de três a quatro vezes por dia. Começo a desconfiar que não se trate apenas de um problema econômico, prefiro não estender o assunto. Mas esse não era um dos comuns, não, esse não. Em sua mão trazia um livro e um disco de vinil, trajava um blazer já desbotado, e carregava consigo alem de um olhar firme, um sotaque castelhano fortíssimo. Se aproximou.&lt;br /&gt;-Um copo d’água, por favor.&lt;br /&gt;Ele tampou seu livro. Sua testa não suava, a mão um pouco suja e seca e em um dos dedos, o maior, um anel que ao entrar em contato com a luz do sol que vazava pela fresta do teto, causa-proveniente de uma das pedras que o filho mais novo do visinho havia jogado, refletiu e clareou a parede estampando letras que formaram a palavra “liberty”. Desviei o olhar para o vinil, conhecia, mas não me lembrava de onde. Tudo fazia pouco sentido, me sentia em algum filme tarantinesco.&lt;br /&gt;-Um copo d’água, por favor.&lt;br /&gt;Entreguei-lhe o copo duplo, completei com água do refrigerador, garrafa essa que havia reservado para mim, era segunda-feira e estava com uma ressaca de matar. Ele tomou posse do copo me olhou e sentou em uma das mesas de madeira de jatobá que havia no canto da venda. Nunca soube realmente o gosto da água, mas tenho certeza, ele sabia. Em pequenos goles foi calmamente bebendo, e enquanto o líquido lhe preenchia o corpo, lágrimas em seu olho esquerdo brotavam. Tentei exitar, decidi então por lhe fazer companhia.&lt;br /&gt;-Está tudo bem?&lt;br /&gt;-Claro.&lt;br /&gt;-O que lhe trás aqui?&lt;br /&gt;-Curiosidade.&lt;br /&gt;-Pois pergunte.&lt;br /&gt;Olhei novamente o disco que agora apresentava a contra capa, a primeira faixa estava muito bem circulada; “One of these days”.&lt;br /&gt;-Não sei, acho que isso não se faz necessário.&lt;br /&gt;-Estou no mundo há mais de quarenta anos, destes, mais de trinta vivo a caminhar, posso dizer que conheço praticamente o mundo todo, da miséria de Burundi ao luxo de Sundsvall, acredite, o melhor que há em cada parada é a possibilidade de uma nova partida, as variadas variações das pessoas e a diferente cultura, e digo mais, de tudo que conheci nessa vida nunca encontrei algo tão fabuloso quanto isso, [Apontou para tudo que estava sobre a mesa] nunca li algo tão bom quanto água, nunca bebi algo tão profundo quanto esse disco, e jamais encontrei outro gosto de uma literatura como essa.&lt;br /&gt;Virei a capa do livro para mim. Por alguns segundos fiquei embriagada com o que vi. O livro de areia que Borges um dia falou, segurei-o por todos os seus lados, era realmente fantástico, folheei, tudo era como Jorge havia descrito, as páginas, o infinito, tudo.&lt;br /&gt;-Onde conseguiu?&lt;br /&gt;-Todos nós o temos... mas poucos se lembram onde guardaram.&lt;br /&gt;Falamos muito sobre muitas coisas àquela manhã, continuamos e continuaremos muito a falar e a outros lugares visitar. Eu e ele. A vendinha... Essa ainda deve estar à espera de mais outros tantos andarilhos. Não acredito que voltaremos a passar por lá.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Texto para cultblog - 24/ 03/ 2008&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38622242-3916883357627596881?l=blogdosegundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdosegundo.blogspot.com/feeds/3916883357627596881/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38622242&amp;postID=3916883357627596881' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38622242/posts/default/3916883357627596881'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38622242/posts/default/3916883357627596881'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdosegundo.blogspot.com/2008/03/vendinha.html' title='A vendinha'/><author><name>carlos segundo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02266737889501468565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38622242.post-4226150876456362896</id><published>2008-03-20T04:51:00.000-07:00</published><updated>2008-03-20T04:53:02.795-07:00</updated><title type='text'>Em direção ao sol</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Um pé... Isso. Agora o outro... O outro e... Foi assim doutor, me lembro como se fosse hoje, me lembro de tudo, foi assim que tudo começou. Ainda posso ver o olhar umedecido e emocionado de minha mãe, seus braços abertos e nós dois separados por pequenos dois passos. Ela então me segurou e ergueu-me, como a um troféu. Eu tinha apenas onze meses doutor, mas lembro de tudo, de tudo. É engraçado isso, não é doutor? Sim, é muito. Lembro de tudo, lembro até a frase que ela sussurrou em meu ouvido assim que me deitei protegido em seu ombro, essa eu nunca esquecerei, “Você agora é livre, livre para ganhar o mundo”. Foi um choque doutor, o primeiro choque da minha vida, ninguém com apenas onze meses e três dias seria capaz de se sentir tranqüilo com tamanha oferta. A liberdade é muito perigosa doutor. Desde então passei a correr, corria para todos os lados, atrás dos bichos e na frente deles também, dentro e fora de casa. Nós morávamos em uma fazenda, perto de uma floresta e ao lado de uma bela montanha. O sol se punha bem de frente a minha janela e eu disparava todos os dias em sua direção, queria encostar minhas mãos, me aquecer em seu corpo, sentir sua textura. Meu avô era escritor, e sempre lia histórias para mim. Adorava sentar ao seu lado e cultivava minha atenção toda a ele. Um dia meu avô me chamou e me guiou por um dos corredores da casa, foi então que veio meu segundo choque doutor, eu já tinha meus dez anos. Abriu uma das portas da casa, eu nunca tinha ido aquele cômodo, era uma outra biblioteca, muito maior que a outra e com livros muito mais empoeirados. Eu fiquei estático e ele feliz, “Prepare a mala e avise sua mãe, será longa a viagem”. Estava tudo ali doutor, filosofias, artes, tudo. Eu passaria a sentir a liberdade correndo em meus pés e descansando em minha mente. O mundo dentro de uma sala e apenas o sol como desafio. Li muito doutor, li tudo que estava ao meu alcance, e cada vez corria mais. Até que chegou o dia doutor, eu sempre soube que ele chegaria. Peguei o último dos livros que me interessava naquela biblioteca – Don Quixote – olhei uma última vez para meu avô e corri com toda a velocidade em direção ao sol, fui para não mais voltar. Eu tinha que seguir meu destino doutor, o destino que minha mãe me dera, ganhar o mundo. A minha casa seria o mundo, os animais, as plantas, a água, a vida. Escutei algumas noites seguidas a voz de meu pai a me procurar por entre a mata, mas eu não queria voltar, eu não iria voltar. Tinha tudo que precisava; meus pés, um livro e o mundo pela frente. E durante esses nove anos, quatro meses e sete dias a flora passou a ser minha única hospedeira e a fauna, minha família. A liberdade, mais do que perigosa é necessária e de direito doutor. E é isso tudo o que tenho a dizer.&lt;br /&gt;- Você sabe por que está aqui meu rapaz?&lt;br /&gt;- Porque o doutor pediu para que eu viesse.&lt;br /&gt;Ele pos a mão no seu ombro e continuou.&lt;br /&gt;- Você sabe que está sendo indiciado?&lt;br /&gt;- O doutor me disse.&lt;br /&gt;- Você sabe por quê?&lt;br /&gt;- Não.&lt;br /&gt;- Você está sendo indiciado pela morte de mais de vinte e três homens, que nesses últimos nove anos, quatro meses e sete dias morreram em suas mãos. Você tem noção do que isso representa?&lt;br /&gt;- Homens? Não doutor, não eram homens não, eram caçadores.&lt;br /&gt;- Eram homens, como eu e você.&lt;br /&gt;- Não se compare a eles doutor. Eles eram caçadores. E foram apenas submetidos à lei da selva, nada mais do que isso, nada mais.&lt;br /&gt;- Mas você sabe que as ações e os moldes aqui são diferentes.&lt;br /&gt;- São? O que o senhor faria se alguém que você ama estivesse sobre a mira de uma espingarda ou na iminência de um machado? Em doutor, o que o senhor faria?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Texto para cultblog - 18/03/08&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38622242-4226150876456362896?l=blogdosegundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdosegundo.blogspot.com/feeds/4226150876456362896/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38622242&amp;postID=4226150876456362896' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38622242/posts/default/4226150876456362896'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38622242/posts/default/4226150876456362896'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdosegundo.blogspot.com/2008/03/em-direo-ao-sol.html' title='Em direção ao sol'/><author><name>carlos segundo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02266737889501468565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38622242.post-4805078075212337166</id><published>2008-03-13T07:12:00.000-07:00</published><updated>2008-03-13T07:16:31.709-07:00</updated><title type='text'>Rosinha</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Essas coisas sempre acontecem comigo. De repente o telefone toca e pronto, tudo muda. Então atendo, do outro lado uma voz chorosa balbucia algo que não entendo bem. Curioso, sem compreender muito o que se passa, aguardo ainda alguma comunicação mesmo que codificada. Em meios aos soluços e snifs, uma frase vem à tona - A culpa é sua. O que? Isso mesmo, a culpa é toda sua – e o choro volta a agredir meus ouvidos. A culpa é minha? Como assim? [Penso]. Quem está falando?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A verdade é que não estava vendo sentido em quase nada do que ouvia, primeiro por não ter a menor noção de quem estava na linha, segundo, não há quem consiga se concentrar e atender o telefone em meio a uma sessão de desencapetamento na 36° igreja dos centuriões alados do senhor, a segunda maior da cidade, com mais de três mil seguidores e um equipamento de som de ultima geração que faria inveja a qualquer WoodStock e principalmente com um pastor que rodeado de seus discípulos a meio metro de ti grita, esbraveja e lhe empurra para todas as direções.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mas isso foi tudo coisa da Rosinha, sim, a linda Rosinha. Não sou e nem me predisponho a ser fiel a ponto de passar por tamanha ridícula situação, mas por Rosinha sim. Trabalho como encanador, acho que não havia falado sobre, sou o que hoje se intitula “free-lance”, trabalho por conta, e, portanto quase sempre me enfio em confusão, não sei se uma tem a ver com a outra, mas o fato é que poucos imaginam os apertos que já passei em minha vida por conta de minhas visitas, as mulheres são muito perigosas, acredite. Bom, conheci Rosinha na casa de seus patrões e meus clientes, eu avisei que os canos estavam velhos, que fazer barba na pia de 1976 daria problema, eu avisei. Nunca contei a ninguém da casa que uma vez encontrei um vibrador preso no cano de descarga da filha mais nova, Rafaela, dezoito aninhos, confesso que passei a observá-la com outros olhos a partir desse dia. Mas Rosinha, que não tinha nada a ver com isso, não, ela não, seus encanamentos eram perfeitos, que curvas, tudo no seu devido lugar, vinte e três anos, faxineira, moradora da periferia, sonhadora, linda, um fogo à altura de minha caixa d’água e apenas um defeito, muito devota, tanto que para cada sessão de encapetamento nossa, deveríamos nos repurificar com uma breve mas cansativa visita a casa do senhor, e por isso me encontrava ali naquele maldito lugar na hora que o telefone vibrou.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Pedi licença ao projeto de Edir Macedo, retirei sua mão de meu ombro e me afastei um pouco do barulho – Como você disse? A culpa é sua – a voz agora já se encontrava mais firme – Maria, é você? E ainda troca meu nome, seu cretino. E então desligou.&lt;br /&gt;Maria é a sobrinha de um amigo meu, mas essa é outra história. Na certa era apenas engano, fato comum nos dias de hoje. De longe, fiquei apenas a observar Rosinha, permanecia linda em meio aos encapetados que buscam a purificação defronte ao altar,e me pergunto, será que o espírito maligno que sai de nosso corpo caminha através das mãos para o corpo do pastor? Creio que sim, ele não parava de olhar em direção aos volumosos seios de Rosinha.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Texto publicado na Coluna "Labirinto Retilinio" - Cultblog&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38622242-4805078075212337166?l=blogdosegundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdosegundo.blogspot.com/feeds/4805078075212337166/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38622242&amp;postID=4805078075212337166' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38622242/posts/default/4805078075212337166'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38622242/posts/default/4805078075212337166'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdosegundo.blogspot.com/2008/03/rosinha.html' title='Rosinha'/><author><name>carlos segundo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02266737889501468565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38622242.post-262111691078752687</id><published>2008-03-03T04:25:00.000-08:00</published><updated>2008-03-03T04:26:15.682-08:00</updated><title type='text'>"cantico negro" - maria bethania</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="355"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/mWxc7JCNMFo"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/mWxc7JCNMFo" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com certeza, essa é uma das poesias que eu gostaria de ter feito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38622242-262111691078752687?l=blogdosegundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdosegundo.blogspot.com/feeds/262111691078752687/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38622242&amp;postID=262111691078752687' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38622242/posts/default/262111691078752687'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38622242/posts/default/262111691078752687'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdosegundo.blogspot.com/2008/03/cantico-negro-maria-bethania.html' title='&quot;cantico negro&quot; - maria bethania'/><author><name>carlos segundo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02266737889501468565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38622242.post-1705364352790794158</id><published>2008-02-27T04:29:00.001-08:00</published><updated>2008-02-27T04:31:42.504-08:00</updated><title type='text'>uma semana de blues</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="355"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/BAUA8Ce6fW8&amp;rel=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/BAUA8Ce6fW8&amp;rel=1" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;produção do evento: Beto Rosa&lt;br /&gt;ano: 2007&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;direção: Carlos Tche&lt;br /&gt;produção: etcétera filmes&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38622242-1705364352790794158?l=blogdosegundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdosegundo.blogspot.com/feeds/1705364352790794158/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38622242&amp;postID=1705364352790794158' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38622242/posts/default/1705364352790794158'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38622242/posts/default/1705364352790794158'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdosegundo.blogspot.com/2008/02/uma-semana-de-blues.html' title='uma semana de blues'/><author><name>carlos segundo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02266737889501468565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38622242.post-6446875188232848614</id><published>2008-02-19T09:42:00.001-08:00</published><updated>2008-02-19T09:43:30.755-08:00</updated><title type='text'>triângulo fashion 2007</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="355"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/N4-XR7QGMfQ&amp;rel=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/N4-XR7QGMfQ&amp;rel=1" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" 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href='http://blogdosegundo.blogspot.com/2008/02/tringulo-fashion-2007.html' title='triângulo fashion 2007'/><author><name>carlos segundo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02266737889501468565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38622242.post-5621476681372903031</id><published>2008-02-18T06:39:00.000-08:00</published><updated>2008-02-18T06:41:35.455-08:00</updated><title type='text'>as tais mineiras</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="355"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/n0XDYpd-xOk&amp;rel=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/n0XDYpd-xOk&amp;rel=1" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;entrevista sobre o show em homenagem a clara nunes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;produção audio visual: etcétera filmes&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38622242-5621476681372903031?l=blogdosegundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdosegundo.blogspot.com/feeds/5621476681372903031/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38622242&amp;postID=5621476681372903031' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38622242/posts/default/5621476681372903031'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38622242/posts/default/5621476681372903031'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdosegundo.blogspot.com/2008/02/as-tais-mineiras.html' title='as tais mineiras'/><author><name>carlos segundo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02266737889501468565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38622242.post-8332739837449370661</id><published>2008-02-18T06:31:00.000-08:00</published><updated>2008-06-24T10:20:47.111-07:00</updated><title type='text'>quatro segundos</title><content type='html'>&lt;embed id="VideoPlayback" style="width:400px;height:326px" allowfullscreen="true" src="http://video.google.com/googleplayer.swf?docid=3442571639246986836&amp;amp;hl=pt-BR&amp;amp;fs=true" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;filme de ficção, trabalho final de curso, com a participação de Hudson Rabelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;direção: carlos tche&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38622242-8332739837449370661?l=blogdosegundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdosegundo.blogspot.com/feeds/8332739837449370661/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38622242&amp;postID=8332739837449370661' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38622242/posts/default/8332739837449370661'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38622242/posts/default/8332739837449370661'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdosegundo.blogspot.com/2008/02/quatro-segundos_18.html' title='quatro segundos'/><author><name>carlos segundo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02266737889501468565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38622242.post-9180163965397149366</id><published>2008-02-18T06:28:00.001-08:00</published><updated>2008-02-18T06:30:44.307-08:00</updated><title type='text'>luiz salgado em BH</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;object height="355" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/5S9ZVP25UhM&amp;amp;rel=1"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/5S9ZVP25UhM&amp;rel=1" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Show realizado em novembro de 2007 para o programa Música Independente - Rede Minas, no palácio das artes.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;direção e edição: carlos tche&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38622242-9180163965397149366?l=blogdosegundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdosegundo.blogspot.com/feeds/9180163965397149366/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38622242&amp;postID=9180163965397149366' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38622242/posts/default/9180163965397149366'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38622242/posts/default/9180163965397149366'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdosegundo.blogspot.com/2008/02/luiz-salgado-em-bh_18.html' title='luiz salgado em BH'/><author><name>carlos segundo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02266737889501468565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38622242.post-7497285172961165419</id><published>2007-11-12T05:29:00.000-08:00</published><updated>2008-02-18T06:42:50.457-08:00</updated><title type='text'>Ávida em gotas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;          A verdade é que sempre chovia na região de Voltares quando decidia me sentar de frente à janela que dá para os fundos de nossa casa, de onde avistava o horizonte, bem como os patos, marrecos e alguns outros bichos que minha mãe ganhara por herança, tudo que restou da morte de minha avó, sua mãe, mas isso era segredo meu. Meu avô foi o segundo a ir dessa para melhor, morte natural, como merecidamente haveria de ser. Imediatamente após sua morte começou a invasão de corretores e investidores por todos os lados, todos atrás de oportunidade de negócio com o mais novo herdeiro; diziam eles que meu avô não era fácil de lidar. Meu pai, depois do ocorrido, “abandonou” de vez minha mãe, uma vez que toda a riqueza ficara para ele e consequentemente, tudo e todas que precisasse. Desse dia em diante ela, minha mãe, optou por não mais sair de casa, sentia vergonha, assim dizia.&lt;br /&gt;           O Senhor Sebastião Voltares, meu avô, fora o homem mais rico e poderoso da região, foi ele também o fundador da cidade, era um verdadeiro batalhador, amado e respeitado por muitos, ao contrario de seu filho e legado. Minha mãe, filha de um turco comerciante de tecidos, era a mulher mais linda e desejada que aparecera naquela redondeza e que de certa forma acabou por ser forçada, não por meu avô, mas pela situação, a se casar com meu pai, o herdeiro.&lt;br /&gt;           Antes de meu avô ir de fato, fui visitá-lo em seu leito. Ele sempre sorria de forma doce e singela à minha presença. Mesmo com toda a riqueza era honesto e incapaz de maltratar ou desmerecer qualquer um, mesmo o mais insignificantes dos seres, postura essa que por vezes deixava-me confuso, contraditoriamente ele implicava com os leiloeiros; apreciava mais os falsários. Nunca soube a verdadeira razão de sua proposição, às vezes penso que tenha a ver com os princípios “Don Corleonicos”. Agachado ao pé da cama e com os olhos úmidos, senti sua mão tocar meus cabelos e sua voz quase sem força me dizer “olá futrico” – era assim que me chamava. Com dificuldade continuou – obrigado meu neto, por tudo que têm feito por nós. Apesar de nunca ter mencionado nada a ninguém sobre minha capacidade, sabia que era justamente a isso que ele se referia. Meu avô era um sábio e por tal percebia que se a região fora privilegiada em abundancia de águas a partir de meus cinco anos de idade, eu teria que fazer parte de tudo isso, não seria apenas pura coincidência. Chorei a noite toda e prometi a mim mesmo que no dia que meu avô enfim nos deixasse, seria também a última vez que o papel sentiria a força de minha mão.&lt;br /&gt;          Os anos se passaram e a região que outrora fora fértil, encontra-se completamente à “Vidas Secas”, perdemos praticamente tudo e não mais os leiloeiros ou até mesmo os falsários nos implicam, nem eles, viu meu avô. Não mais avisto o horizonte pela janela aos pedaços e os patos, marrecos e outros bichos há muito nos serviram de alimento. É, definitivamente os tempos são outros.&lt;br /&gt;           Mas há sempre um fio de esperança. Hoje, por exemplo, voltou a chover.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos Tche&lt;br /&gt;Texto publicado no site da revista PIAUI&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38622242-7497285172961165419?l=blogdosegundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdosegundo.blogspot.com/feeds/7497285172961165419/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38622242&amp;postID=7497285172961165419' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38622242/posts/default/7497285172961165419'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38622242/posts/default/7497285172961165419'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdosegundo.blogspot.com/2007/11/vida-em-gotas.html' title='Ávida em gotas'/><author><name>carlos segundo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02266737889501468565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38622242.post-1468648280652636902</id><published>2007-06-26T07:24:00.000-07:00</published><updated>2007-06-26T07:27:08.190-07:00</updated><title type='text'>suave manhã</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Pouco ganho com meus sonhos,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A maldição de minha idade&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Encontra-se além dessas paredes.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Meu hálito perambula pelos arredores&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;E quando há falta de expressão em minhas loucuras,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Defronto-me com o suar dessas manhãs&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;E me cubro com sua pele ainda úmida.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O desejo que me guie entre os dentes&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A vergonha que se esconda no canto nua,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Quem na porta que bate não entre&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Nosso odor hoje não vai à rua.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ai dos amores que se divertem em fração,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Abençoados nós, mal sabemos rimar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Tudo é silêncio ao sussurro destoado&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Os olhos se abrilhantam com um futuro recitado&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Seguindo os passos de um andar distraído&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;De quem batera à porta decidido,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mas que aos pés do leito chora&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Não há nessa terra quem mais lhe devora,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Tu não mais irá voltar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38622242-1468648280652636902?l=blogdosegundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdosegundo.blogspot.com/feeds/1468648280652636902/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38622242&amp;postID=1468648280652636902' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38622242/posts/default/1468648280652636902'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38622242/posts/default/1468648280652636902'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdosegundo.blogspot.com/2007/06/suave-manh.html' title='suave manhã'/><author><name>carlos segundo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02266737889501468565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38622242.post-7236833898871788436</id><published>2007-06-04T05:40:00.000-07:00</published><updated>2007-08-30T10:07:06.273-07:00</updated><title type='text'>há cento</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ela nascera&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;E ela nascerá&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ela crescera&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;E ela crescerá &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ela aprendera&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;E ela aprenderá&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ela correra&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;E ela correrá&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ela amara&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;E ela amará&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ela sofrera&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;E ela sofrerá&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ela cansara&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;E ela cansará&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ela vivera&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;E ela viverá&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ela morrera&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;E ela morrerá&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ela ressurgira&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;E ela ressurgirá&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ela compreenderá&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;E ela finalmente compreendera&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Que o passado e o futuro&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Nada mais é&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Do que uma questão de acento.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38622242-7236833898871788436?l=blogdosegundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdosegundo.blogspot.com/feeds/7236833898871788436/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38622242&amp;postID=7236833898871788436' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38622242/posts/default/7236833898871788436'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38622242/posts/default/7236833898871788436'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdosegundo.blogspot.com/2007/06/h-cento.html' title='há cento'/><author><name>carlos segundo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02266737889501468565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38622242.post-1297675138432689113</id><published>2007-03-13T09:48:00.000-07:00</published><updated>2007-03-13T09:50:54.701-07:00</updated><title type='text'>Poli, herói e o amante</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Eu, sinto o mundo cair sobre mim&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;E tudo que disse está chegando ao fim&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Promessas, desejos e previsões... previsões&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Eu, vejo o mar invadindo a terra&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Afogando a dor, inundando a guerra&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Eu vejo as crianças brincando feliz... feliz&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Eu, não me enquadro começo a sorrir&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;De tudo que um dia pensei intervir&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;O Manos covarde da televisão... televisão&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Eu, sou mais um projeto não eclediano&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Poeira corróe meus sonhos, meus planos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Caindo ao chão como pó de giz... de giz&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Eu, desafio a vida sou água corrente&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Viajo profundo estaticamente&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Sou cópia perfeita, da sua obsessão... obsessão&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Eu, que já fui Romeu, fui poli mercante&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Ser poli, herói ou ser o amante&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;É o mesmo destino, de ser aprendiz... aprendiz&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Mas, chegou o fim da linha, acabou a ilusão&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Os três grandes magos sustentam minha mão&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Vem a lucidez, minha alucinação... alucinação&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;E sei que já é real o que vejo agora&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Meu corpo suplica, minha alma implora&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;I don´t give a shit,é hora de dormir.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38622242-1297675138432689113?l=blogdosegundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdosegundo.blogspot.com/feeds/1297675138432689113/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38622242&amp;postID=1297675138432689113' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38622242/posts/default/1297675138432689113'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38622242/posts/default/1297675138432689113'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdosegundo.blogspot.com/2007/03/poli-heri-e-o-amante.html' title='Poli, herói e o amante'/><author><name>carlos segundo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02266737889501468565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38622242.post-5796802174261052885</id><published>2007-03-01T15:51:00.000-08:00</published><updated>2007-03-01T15:53:59.250-08:00</updated><title type='text'>Endereço</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Será que porque choro de alegria&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Estou alegre a todo momento?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;A tristeza é a alegria pelo avesso, &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Que sem CEP e endereço &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Sempre encontra um coração,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Invade o peito&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Sem o próprio perceber&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;É tão fácil enlouquecer &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Impossível não sofrer.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Pô tristeza, &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Que jeito triste de dizer&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Nunca pude compreender &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;A essência do que diz.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Mas diz,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Que mais breve do que penso,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Nesse mesmo endereço,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Ei de ser muito feliz.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38622242-5796802174261052885?l=blogdosegundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdosegundo.blogspot.com/feeds/5796802174261052885/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38622242&amp;postID=5796802174261052885' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38622242/posts/default/5796802174261052885'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38622242/posts/default/5796802174261052885'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdosegundo.blogspot.com/2007/03/endereo.html' title='Endereço'/><author><name>carlos segundo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02266737889501468565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38622242.post-2382604450998401843</id><published>2007-03-01T08:10:00.000-08:00</published><updated>2007-07-10T09:03:36.683-07:00</updated><title type='text'>Ousia</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Eu fecho os olhos pra viver&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Melhor sentir saudade&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Eu faço tudo por você&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Me tire dessa engrenagem&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Mas não me faça,&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Não me faça &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;creditar que tudo passa.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Passa.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Tudo passará.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt; &lt;/p&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Eu quero andar sentindo a madrugada&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Depois voar em meio a passarada&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Eu quero a paz q&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;ue por muitos foi pregada&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Eu quero a pujança,&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Ver a pureza estampada na criança &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Erguer no topo a bandeira da esperança&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Eu quero ser u&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;m pouquinho de lembrança,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Ser a filosofia&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Eu quero o sol brilhando todo dia&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Eu quero a bossa, a prosa, a poesia&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Eu sou o sonho que nunca se tardia&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Eu quero ser feliz.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Mas não me faça&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Não me faça a&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;creditar que tudo passa,&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Passa,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Tudo passará.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Eu quero a ousia, &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Muito mais que o paraíso&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Dei-me seu amor p&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;ois é dele que eu preciso &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Quero dor misturada com o sorriso,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Também quero cantar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Quero o amor de quem não sabe amar&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;O pleno gozo, ser a gota desse olhar&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Ser o seu ponto, o&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt; seu modo de encontrar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Também quero ser assim&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Quero a doçura, a&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt; melodia de um clarim&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;E a leveza, o perfume do jasmim&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;E quando o tudo, se o tudo tiver fim,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Eu quero ser feliz.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN-RIGHT: -12.4pt"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Mas não me faça&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Não me faça a&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;creditar que tudo passa,&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Passa,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Tudo passará.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Eu quero me perder,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Me atirar em sua roupa&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Sentir seu corpo,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Nosso corpo boca a boca&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Eu quero o choro,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;O sussurro da voz roca&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Eu quero dizer não.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Quero a força do abraço do irmão&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;E quero um dia não cantar essa canção&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;E se um dia e&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;u não cantar essa canção&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Eu quero ser feliz.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38622242-2382604450998401843?l=blogdosegundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdosegundo.blogspot.com/feeds/2382604450998401843/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38622242&amp;postID=2382604450998401843' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38622242/posts/default/2382604450998401843'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38622242/posts/default/2382604450998401843'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdosegundo.blogspot.com/2007/03/ousia.html' title='Ousia'/><author><name>carlos segundo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02266737889501468565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38622242.post-5833362283717737253</id><published>2007-02-05T12:21:00.000-08:00</published><updated>2007-02-05T12:24:59.108-08:00</updated><title type='text'>Avesso</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Te conheço pelo avesso&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Tenho cep e endereço&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Do seu coração&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Na retina seu esboço&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Suas marcas no pescoço&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Outras descançam no colchão&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:8;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Eu me desfaço&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Fecho os olhos, não me acho&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Sou atrevida&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Sou bandida, sou mulher&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Guardo segredo&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Testo seu medo&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Estou para o que der e vier&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Jogo seu jogo&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Ensinando-te a jogar&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Quebro o silêncio&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Versos soltos pelo ar&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Mas não sou diva&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Eu estou viva&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;E sei a hora de gritar&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:8;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Entre murmúrios&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;E sussurros de paixão&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Sinto seu corpo&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Perco o meu em suas mãos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Não há barreiras&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Não há fronteiras&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Muito acima da razão&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:8;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;br /&gt;Em um segundo&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Faço o mundo flutuar&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Eu sou Brigitte&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Afrodite, Deus do mar&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Perco a luxúria&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Mostro minha fúria&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Não há censura&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Nem lugar&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38622242-5833362283717737253?l=blogdosegundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdosegundo.blogspot.com/feeds/5833362283717737253/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38622242&amp;postID=5833362283717737253' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38622242/posts/default/5833362283717737253'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38622242/posts/default/5833362283717737253'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdosegundo.blogspot.com/2007/02/avesso.html' title='Avesso'/><author><name>carlos segundo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02266737889501468565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38622242.post-5853528270447476661</id><published>2007-01-29T06:47:00.001-08:00</published><updated>2007-01-29T06:47:42.728-08:00</updated><title type='text'>Molduras</title><content type='html'>&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;Revoltado da forma como o tempo e o espaço estavam sendo controlados, ele resolvera cruzar as barreiras do inimaginável para chegar a Babilu e falar com o tal poderoso ser do local. Não, ele nunca fora a igreja, detestava religião e por isso tão pouco sentia prazer pelos princípios panteístas, mas se sentia enganado e ao mesmo tempo desesperado, não se agüentava tamanha sua indignação. Por esse motivo, e não fora o único, que decidira abandonar sua total incredulidade de um grau cético incomparável e se deslocar da Terra aos Céus para ter uma conversa séria com Deus.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;E como disse, o fez. Cruzou a barreira com tamanha imponência que quando menos notara, lá estava ele, além dos portões, dentro dos Jardins da Babilônia e mais decidido que nunca a encontrar o conhecido Satanás às avessas. Alguns guardas que protegiam a região – e não me perguntem o porquê de guardas em um local titulado de paraíso – se assustaram com sua presença e foram de encontro ao nosso personagem principal na intenção de lhe barrar, mas seu olhar fixo e certeiro como uma flecha não deixava duvidas de suas aspirações e desejos, fazendo com que os mesmos retraíssem, deixando livre a passagem pelo corredor celestial. Tenho certeza que alguns mais crédulos nesse momento discordarão da força de nosso amigo tupiniquim e acreditarão friamente que foi o próprio Deus que sabendo de suas pretensões, ordenou a legião que o deixasse passar. Não expressarei minha doxa nesse momento, uma vez que ainda há muita história por vir, portanto me reservo, acreditando no livre arbítrio e na capacidade interpretativa de meus leitores.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;Chegando ali, à porta principal que se mantinha aberta, ganhou o salão central, este com pilastras enormes, não banhadas a ouro como descritas em vários manuscritos, mas feita em madeira e esculpida por alguém até então conhecido de nós, no piso, nada de mármore ou pedras preciosas, chão batido, o teto também não reluzia vidraças angelicais. De certa forma tal constatação lhe trouxe particularmente o gozo. Decidiu não mais se prender a detalhes, precisava encontrar quem tanto procurava. Perguntou a uma senhora que se sentava à direita da entrada cujo nome Maria. Ela, calada, ergueu o rosto e olhou-o com tal desprezo que o mesmo preferiu não esperar uma possível resposta. Atravessou rapidamente mais dois cômodos chegando a um grande átrio. Ao centro uma figura que lhe pareceu familiar, e o era, tratava-se da famosa Esfinge derrotada no livro de Sófocles. Preferiu então não se arriscar e apenas desviou o olhar para um outro saguão que se construíra a sua esquerda – não havia tempo para enigmas ou coisas do gênero. Já no saguão avistou um homem e foi direto.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;- Preciso falar com Deus&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;- Todos nós precisamos – disse ele, calmo e de forma irônica.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;- Não, é sério, gostaria muito de vê-lo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;- Todos nós gostaríamos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;- Olha, não estou com paciência e tempo, isso é muito importante para mim...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;- Paciência, tempo, são palavras não muito usuais por aqui. Aliás, quando foi a ultima vez que as ouvi mesmo... Não me recordo no momento.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;- Penso que você não pode me ajudar – disse isso e tentou sair novamente, mas foi seguro pelo mesmo homem.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;- De onde vens que não sabes onde o mestre se encontra?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;- Venho da Terra.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;- Da Terra... hummm... Agora entendo tamanha necessidade de falar com ele. Aquilo lá é um inferno – rapidamente o homem olhou para cima, algo que chamou sua atenção – Desculpa senhor...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;- Porque olhou para cima?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;- Ora, porque achas? &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;- Não sei, por isso pergunto.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;- Porque é justamente lá onde ele se encontra nesse momento.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;- Como assim?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;- Como assim, como assim... Como assim o que? Nunca lhe ensinaram que ele sempre está acima de nós.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;- Mas eu pensei...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;- Pensou errado meu rapaz, aliás, todos nós pensamos antes de entrar aqui. Mas não se preocupe, você um dia vai entender... ou não... – sorrindo, novamente de forma irônica.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;- E como chego até ele?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;- Não há como chegar até ele.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;- E como vou falar com ele?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;- Você não vai... Ninguém fala com ele... Será que não lhe parece claro?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;Ficou calado por um momento. O homem então lhe segurou os ombros usando ambas as mãos e concluiu.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;- Volte para o lugar de onde veio e tente aceitar ou esqueça que esteve aqui.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;Confuso, mas ciente de que aquilo era o melhor fazer naquele momento, olhou para cima, novamente para o homem e suspirou.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;- Obrigado.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;- Por nada.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;Começou a caminhar em direção a saída ao mesmo tempo em que ouviu o homem com a voz triste lhe dizer.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;- Não fique magoado amigo tudo vai se esclarecer, e mais, agora você tem o privilégio, a possibilidade da escolha, coisa que nenhum de nós aqui teve.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;Nesse momento, pela primeira e última vez, parou, olhou ao redor e de repente aquilo que a priori não havia lhe incomodado, agora, de forma clara lhe era notório. Todos, de forma geral, sem nenhuma exceção, se mostravam tristes, cabisbaixos e sem vida como ele, notou também que não havia pássaros voando e flores sobre as planícies, e que o céu acima do céu não era azul, e então voltou-se novamente ao homem.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;- Estou realmente no lugar certo?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;- Sim, pena que em uma hora imprópria.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;Ele se virou novamente e antes de partir:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;- Só mais uma coisa, posso saber seu nome?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;- Claro... me chamam Dante.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; line-height: 150%;" align="center"&gt;*&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;*&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;*&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Porque não temos o poder de eternizar o momento? Porque não podemos simplesmente encadernar o momento e coloca-lo em uma estante, para que assim, sempre que quiséssemos sentir aquele prazer novamente bastava-nos sentar em uma poltrona e re-desfrutar do mesmo com uma singela leitura? Melhor, porque não o colocamos em uma linda moldura, tomamos posse de um, dois preguinhos, o martelo e dependuramos esse mesmo momento no corredor da casa ou na sala de troféus? Sim, pois momentos que merecem ser eternizados devem ser tratados como grandes conquistas, como verdadeiros troféus. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;É bem verdade que muitas são as tentativas de eternizar o momento; bibelôs, lembrançinhas – tenho um amigo que gastou mais dinheiro com lembranças que trouxe de sua última viagem para Búzios do que na própria viagem. Diz ele que assim eternizaria o momento – verdadeiramente não acredito. Outra forma de tentar eternizar um momento, e essa realmente considero uma das piores, é a fotografia. Não gosto desses tipos de fotografias e explico o por que. Pelo simples fato de que as mesmas não eternizam o momento, no máximo são saudosistas, lhe dão a certeza de que um dia, em um pequeno momento da sua vida, em algum lugar, você foi miseravelmente feliz. Não gosto dessas fotografias. Não quero ser miseravelmente feliz, quero a eternidade de um momento no todo e não em um momentâneo sorriso estampado em um papel que ainda por cima passará na mão de muitos que não darão a mínima para ele. Não gosto de fotografias que tentam representar o momento. Reflita comigo, em um filme de exatamente uma hora – película – temos exatamente sessenta minutos, cada minuto possui exatamente sessenta segundos, cada segundo, exatamente vinte quatro fremes. Fremes são como fotos. Fotos são imagens estáticas e tendo como referência o todo, sem vida. Os fremes, ou as imagens, apenas ganham vida se estão colocados em ordem e projetados um após o outro gerando assim a sensação de movimento. Fotos aumentam a saudade, e nem sempre sentir saudades é bom.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Então porque não podemos eternizar o momento? Essa era a única pergunta que nosso herói gostaria de fazer a Deus. Ele queria, assim como eu e talvez você, sentir novamente o prazer do momento entrando pelas suas entranhas preenchendo cada espaço oco e não apenas lembrar que o mesmo existiu e que não tornará a voltar.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Pois, corajosamente, assumo o lugar de Deus nesse momento e respondo. Não o conseguimos por sermos seres insatisfeitos, por sempre querermos mais e mais. Estúpida e Inconscientemente acreditamos que, eternizado esse ou aquele momento, não teremos a chance de viver “outro melhor”. Nossa fraqueza e nosso medo são nossos maiores inimigos. Enquanto isso, nos arriscamos aqui e ali em busca de uma felicidade que sempre esteve, está e estará um pouco abaixo de nossos narizes, dentro de um organismo que pulsa desesperadamente. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;Apenas completando meu raciocínio, para que então exista um filme, ou melhor, um eterno momento de uma hora, projetado diretamente em nossa mente, precisaremos de no mínimo oitenta e seis mil e quatrocentos fremes, ou melhor, fotografias.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;Viva a Kodak.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38622242-5853528270447476661?l=blogdosegundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdosegundo.blogspot.com/feeds/5853528270447476661/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38622242&amp;postID=5853528270447476661' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38622242/posts/default/5853528270447476661'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38622242/posts/default/5853528270447476661'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdosegundo.blogspot.com/2007/01/molduras.html' title='Molduras'/><author><name>carlos segundo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02266737889501468565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38622242.post-3352647740075819776</id><published>2007-01-23T14:14:00.000-08:00</published><updated>2007-01-24T03:40:58.309-08:00</updated><title type='text'>In - Sônia</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;            O rosto marcado, não pela idade, mas pelo tempo, dor e luta, refletia-se no vidro do ônibus da empresa Zefir ao dia quinze de novembro do ano um mil novecentos e setenta e três. Seu olhar era firme e decidido, resultado de quem vivera um tempo suficiente para ter a exata noção do que deveria ser feito naquele momento, e das consequências que isso acarretaria à sua vida. O medo da morte, insegurança quanto ao presente e futuro, isso não mais corroía sua mente, uma mente que agora era livre e despreendida desse mundo. Seu nome, &lt;span style="letter-spacing: -0.25pt;"&gt;Sônia Maria Lopes de Moraes. Antes de sair de casa, Sônia suspirou fundo, no seu próprio fundo, olhando cuidadosamente ao redor. Beijou delicadamente sua violeta que assim como ela não se encontrava em suas melhores condições, segurou com a mão direita um suvenir que ganhara de seu pai anos antes de tudo começar, pensou em chorar, exitou, os tempos eram outros, não havia o menor significado tal ato. Olhou para relógio na parede, passavam das oito e meia, então pensou; é chegado o momento. Caminhou calmamente em direção a porta da sala, mas antes de sair abriu a gaveta da estante e tomou posse de um pequeno crucifixo. Deu uma última olhada na casa, algo lhe dizia que seria a última, fechou a porta e foi.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: -0.25pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Há exatos um mil novecentos e quarenta anos antes deste acima citado, um homem, filho de Elias, Jesus, preparava-se para ser crucificado, entrar para história e mudar os rumos da humanidade, isso segundo relatos de um de seus apóstulos, Marcos, em seu evangélho: “&lt;/span&gt;&lt;i style=""&gt;Os soldados conduziram-no ao interior do pátio, isto é, ao pretório, onde convocaram toda a corte. Vestiram Jesus de púrpura, teceram uma coroa de espinhos e colocaram na sua cabeça. E&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;começaram a saúdá-lo ‘salve rei dos judeus !’. Davam-lhe na cabeça com uma vara cuspiam nele e punham-no de joelhos como para homenageá-lo. Depois de terem escarnecido dele, tiraram-lhe a púrpura, deram-lhe de novo as vestes e o conduziram para fora para crucificá-lo...” “...conduziram Jesus a um lugar chamado Golgota, que quer dizer lugar do crânio. Deram-lhe de beber vinho misturado com mirra, mas ele não aceitou. Depois de o terem crucificado, repartiram suas vestes, tirando a sorte sobre elas, para ver o que tocaria a cada um. Era a terceira hora quando o crucificaram. A inscrição que motivava a sua condenação dizia “O rei dos Judeus”. Crucificaram com ele dois bandidos, um a sua direita e outro a sua esquerda, cumpriu-se assim a escritura que diz: ele foi contado entre os malfeitores.” “Jesus deu um grande brado e expirou. O véu do templo rasgou-se então de alto a baixo em duas partes. O centurião que estava a frente de Jesus ao ver que ele tinha expirado assim disse: ‘Este homem era realmente o filho de Deus’.”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="textogeral" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;Sônia estudou no colégio de Aplicação da antiga Faculdade Nacional de Filosofia e, posteriormente, na Faculdade de Economia e Administração da UFRJ, mas não chegou a se formar. Ela foi presa, pela primeira vez, no dia primeiro de maio do ano de um mil novecentos e sessenta e nove, exilada logo em seguida por três anos na França. Ela era filha de Cléa Lopes de Moraes e João Luiz Moraes, este, Tenente-Coronel da Reserva do Exército Brasileiro e professor de matemática. É dele o trecho a seguir, parte de uma carta que ironicamente intitulo de “evangélho segundo João Luiz Moraes”: &lt;i style=""&gt;“Sônia Maria Lopes de Moraes, minha filha, teve seu nome mudado após o seu casamento com Stuart Edgar Angel Jones, para Sônia Maria de Moraes Angel Jones. Ambos foram torturados e assassinados por agentes da repressão política, ele em 1971 e ela em 1973. Minha filha foi morta nas dependências do Exército Brasileiro, enquanto seu marido Stuart Edgar Angel Jones foi morto nas dependências da Aeronáutica do Brasil. Tenho conhecimento de que, nas dependências do DOI-CODI do I Exército, minha filha foi torturada durante 48 horas, culminando estas torturas com a introdução de um cassetete da Polícia do Exército em seus órgãos genitais, que provocou hemorragia interna. Após estas torturas, minha filha foi conduzida para as dependências do DOI-CODI do II Exército, local em que novas torturas lhe foram aplicadas, inclusive com arrancamento de seus seios. Seu corpo ficou mutilado de tal forma, a ponto de um general &lt;st1:personname productid="em S￣o Paulo" st="on"&gt;em São Paulo&lt;/st1:personname&gt; ter ficado tão revoltado, tendo arrancado suas insígnias e as atirado sobre a mesa do Comandante do II Exército...”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: -0.25pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Em seu livro “Ensaio sobre a cegueira”, Saramago descreve uma sociedade que começa a conviver com a realidade de não mais enxergar. No decorrer do romance, sem distinção de sexo ou raça, valores, crédulos e bens, começam a perder a visão. Em meio a tal situação de catarse, sentimentos interiores, vão sendo vomitados, e passamos nós leitores a enxergar o que de pior e melhor existe na humanidade. O que para muitos poderia soar como uma simples ficção ou coisa do gênero, não passa de uma metáfora de nossa sociedade, de nossa realidade. Estamos cegos sim, uma cegueira cultural, moral e porque não, espiritual. Não gostaria de me arriscar em assuntos de cunho religiosos, o próprio Jesus não tem culpa com o que dele fizeram, mas bem sei que se torna impossível desatar e sendo assim, não tocar na ferida idolátrica de uma parcela do mundo ao me arriscar em tal comparação, mas o que diferencia nossa personagem Sônia Maria Lopes de Moraes, filha de &lt;/span&gt;João Luiz Moraes&lt;span style="letter-spacing: -0.25pt;"&gt;, de Jesus, filho de Elias? Pois lhe digo, ela talvez tenha sofrido muito mais durante as quarenta e oito horas de tortura do que ele nos seus trinta e três anos de vida. Principalmente por que não era dela o papel de sofrer a dor de uma nação, ela não nasceu para tal, não fora escolhida para tal, e sim se pré-dispos sem cobrar nada de ninguém, não pediu hora nenhuma que chorassem por ela, fez em nome de um ideal. Sônia era de carne e osso, como eu e você, mas possuia algo mais, algo semelhante ao que moveu Fatiam Al-Najar, uma senhora de sessenta e sete anos, mãe de quatro filhos e quarenta e um netos, que no ano de dois mil e seis se atirou para morte em meio a uma guerra unívoca sobre o que resta de um território fadado ao aniquilamento e que em algum momento da história será lembrado como Iraque. Estamos cegos sim, jogamos as dores do mundo (chamado de pecado) sobre as costas de um único ser, e não vemos que a cada dia Sônias e Fátimas estão lutando e dando suas vidas, em meu e em seu nome, vivendo e morrendo por um mundo melhor, Sônia em setenta e três, Fátima em dois mil e seis, coincidência numérica ou não, trinta e três anos depois. Estamos cegos, uma weberiana cegueira que talvez não tenha cura, por quem ou o que você estaria disposto a morrer? Aos mais covardes, conforto, não me refiro apenas a morte física. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="textogeral" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Sônia era Militante da AÇÃO LIBERTADORA NACIONAL (ALN), Fátima filha de Hamas. Fátima teve seu corpo dissolvido por granadas, Sônia, os restos de seu corpo foram apenas sepultados em onze de agosto do ano de um mil novecentos e noventa e um, após quase vinte anos de sua morte.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: -0.25pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Tenho eu, em janeiro de dois mil e sete, vinte e sete anos, a mesma idade com que Sônia nos deu a vida, mas que se ainda estivesse viva, teria completado no ano de um mil novecentos e setenta e nove, ano de meu nascimento, trinta e três anos. E não me venha com essa de “outra coincidência numérica”, contento-me em acreditar que tais ocorrências casuais, tais números, sirvam apenas para lembrar-me que mais que do “irmão” de Jesuses, sou um pouco filho de Sônias e neto de Fátimas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: -0.25pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Ah... Sônia, essa não ressucitou passados três dias.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: -0.25pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: -0.25pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: -0.25pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;Os trechos foram retirados dos livros;&lt;b style=""&gt; Bíblia Sagrada e &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Dossiê dos Mortos e Desaparecidos Políticos a Partir de 1964 – grupo Tortura Nunca Mais.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Carlos Tche – cineasta e pseudo-escritor.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38622242-3352647740075819776?l=blogdosegundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdosegundo.blogspot.com/feeds/3352647740075819776/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38622242&amp;postID=3352647740075819776' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38622242/posts/default/3352647740075819776'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38622242/posts/default/3352647740075819776'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdosegundo.blogspot.com/2007/01/in-snia.html' title='In - Sônia'/><author><name>carlos segundo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02266737889501468565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38622242.post-116947617530763812</id><published>2007-01-22T06:29:00.000-08:00</published><updated>2007-01-22T06:45:23.056-08:00</updated><title type='text'>Verdades</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;E isso era verdade&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A casa, os sonhos e a distorção&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A luz que clareava&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A dor de despertar&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A mão que sempre lhe tocava&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mesmo quando ali não está&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A chuva de verão&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O sorriso que por fim alegra&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O choro de engasgar&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A musica que lhe tanto encanta&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A cera sobre o altar&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Na janela da imensidão&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O vinho que embriaga&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;As roupas misturadas&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Denunciando a distração&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O pelo do seio arrepia&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A um simples toar do refrão&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Para muitos pura vaidade&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Para nós&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;A pura explicação&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Pois isso era nossa verdade&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A cada amanhecer uma discoberta&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Gruna na conjugação.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38622242-116947617530763812?l=blogdosegundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdosegundo.blogspot.com/feeds/116947617530763812/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38622242&amp;postID=116947617530763812' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38622242/posts/default/116947617530763812'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38622242/posts/default/116947617530763812'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdosegundo.blogspot.com/2007/01/verdades.html' title='Verdades'/><author><name>carlos segundo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02266737889501468565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38622242.post-116946673958663263</id><published>2007-01-22T03:50:00.000-08:00</published><updated>2007-01-22T03:53:50.226-08:00</updated><title type='text'>Pérolas, pétalas e marfim</title><content type='html'>&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;Outra vez&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;Eu não sei no começo&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;Esse amor&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;Desconheço&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;Não venha me culpar&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;Pérolas&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;Onde eu vi&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;A luz na contra mão&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;A me cegar&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;Pétalas&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;E marfim&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;Inocente ilusão&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;E assim&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;Te espero&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;Em uma próxima estação&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;Outra vez&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;Outra bala &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;perdida&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;Esse amor&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;Minha vida&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;Hora de acordar&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;O sol nos desperta&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;Com seu fogo abrasador&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;E quanto sem pensar&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;Meu corpo se entregou&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;A flutuar&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;Pérolas&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;Onde eu vi&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;A luz na contra mão&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;A me cegar&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;Pétalas&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;E marfim&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;Inocente ilusão&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;E assim&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;Te espero&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;Em uma próxima estação&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38622242-116946673958663263?l=blogdosegundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdosegundo.blogspot.com/feeds/116946673958663263/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38622242&amp;postID=116946673958663263' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38622242/posts/default/116946673958663263'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38622242/posts/default/116946673958663263'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdosegundo.blogspot.com/2007/01/prolas-ptalas-e-marfim.html' title='Pérolas, pétalas e marfim'/><author><name>carlos segundo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02266737889501468565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38622242.post-116912533656831299</id><published>2007-01-18T05:01:00.000-08:00</published><updated>2007-01-18T05:05:59.576-08:00</updated><title type='text'>Hibridismo</title><content type='html'>&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Isso ocorreu na Suécia, era mais ou menos quatro e vinte dois da tarde, horário de Brasília. Um turco, filho de chinês, com mais ou menos dois metros e dois de altura vestindo uma camisa da seleção da Argentina, calçando tênis Nike produzido nos Tigres Asiáticos e protegido do sol por um chapéu Panamá fabricado no Equador – e são poucos os que sabem disso – atravessava a rua e se sentiu revoltado com um índio, um índio mesmo, que usando óculos Oakley e boné com um símbolo NY, acelerou seu Mercedes em sua direção quase o atropelando, isso após o guarda, iraniano, dar sinal para o mesmo arrancar, então pensou:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Merde zu Globalization.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38622242-116912533656831299?l=blogdosegundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdosegundo.blogspot.com/feeds/116912533656831299/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38622242&amp;postID=116912533656831299' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38622242/posts/default/116912533656831299'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38622242/posts/default/116912533656831299'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdosegundo.blogspot.com/2007/01/hibridismo.html' title='Hibridismo'/><author><name>carlos segundo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02266737889501468565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38622242.post-116906465935620591</id><published>2007-01-17T12:09:00.000-08:00</published><updated>2007-01-17T12:12:54.283-08:00</updated><title type='text'>“Chama o dotôr”</title><content type='html'>Não muito diferente dos imortais boêmios que compuseram e ainda compõe a nossa história, e também não muito menos boêmio do que eles considero-me um completo apaixonado pelos botequins. O próprio nome “botequim” carrega consigo uma sonoridade particular. Para os que não o conhecem e até para alguns que não tiveram coragem suficiente de se arriscar a uma paradinha rápida, mesmo que para um ou dois chopinhos, três ou quatro palavrinha, vou logo lhes avisando, continuem firmes e fortes em seu propósito, pois como diz um amigo: “Esse será meu fim, passar a vida nos braços do botequim”. É realmente impossível desfrutar de sua doce e singela atmosfera por apenas uma “vezinha” só. As mulheres dos maridos que o digam. No botequim somos livres. É lá, definitivamente, o lugar mais neutro que existe. Porta adentro, o engenheiro se transforma em um filósofo respeitado, o juiz, extraordinário músico, e com um modesto “Ipi, Ipi”, é bem capaz de você se sentir uma pessoa carismática. Assim é o botequim.  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 36pt; line-height: 150%;"&gt;Lembro-me que em um desses constantes momentos de inter-relação sócio-cultural, porque o botequim também é completamente imparcial e totalmente integrado, um amigo, Paxeco, que por unanimidade é o maior contador de piada que já conheci, ele me contou uma piadinha que gostaria de repassá-la, não por seu valor humorístico em si, e sim, pelo valor introdutório que a mesma carrega e que será de grande importância para essa “cônica”. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 36pt; line-height: 150%;"&gt;Contou ele que um dia dois amigos se encontraram em um botequim, e um deles começou a queixar-se de dores na região esquerda do que em latim é denominado &lt;i style=""&gt;tetis&lt;/i&gt; e em grego &lt;i style=""&gt;órkhis&lt;/i&gt;, os testículos. O companheiro todo preocupado com a situação não muito cômoda de seu amigo respondeu-lhe:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 36pt; line-height: 150%;"&gt;-Você tem muita sorte. Não há de ver que tive esse mesmo problema há poucos dias e tenho até o cartão do doutor que me curou.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 36pt; line-height: 150%;"&gt;O amigo então sacou o cartão e o entregou, sem notar que o cartão que entregara fosse de seu advogado e não do tal doutor. O outro que a essa altura pouco se importava com nomes e particularidades, simplesmente pegou o cartão e o guardou na carteira. No dia seguinte, ele não tardou em correr ao tal médico que na verdade era advogado. Chegou ao local, um pouco desconfiado, mas a dor ainda era insuportável, entrou na sala do tal “médico”, que nem de longe possuía características de um consultório, preferiu esperar sentado. De repente ele ouviu a porta se abrindo e pela sala entrar um senhor de barba serrada e um terno rica de giz, que de cara lhe interrogou, querendo saber do que se tratava. Ele, confuso, calmamente apontou para as regiões baixas e disse:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 36pt; line-height: 150%;"&gt;-E é bem a da esquerda.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 36pt; line-height: 150%;"&gt;O advogado deu uma risadinha marota e respondeu:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 36pt; line-height: 150%;"&gt;-Não meu amigo, o senhor deve estar enganado, o meu ramo é o do direito.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 36pt; line-height: 150%;"&gt;O cara todo sem graça levantou, caminhou em direção à porta e antes de fechar a mesma e sair, se virou e de forma concisa exclamou:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 36pt; line-height: 150%;"&gt;-Vai ser especialista assim, lá longe.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 36pt; line-height: 150%;"&gt;Meus avós me contam que antigamente, se referindo a 40, 50 anos atrás, quando as cidades eram afastadas uma das outras e mais afastadas ainda eram as fazendas e as pessoas quase não eram instruídas, se por acaso alguém passasse mal, sentisse alguma vertigem, contivesse uma gripe ou qualquer coisa do gênero, bastava colher alguns galhos terapêuticos no fundo quintal ou fazer algum chá de raiz amarga, que logo a dor ou o mal-estar se esvaia. Era um chazinho de erva-cidreira, que ficava tudo normal novamente. Mas se por acaso a dor se intensificasse, ou o mal fosse agravado, aí o “coroné” mandava chamar o capanga e logo dizia: “Vai na cidade e busca o dotôr”. O capanga ia, e logo voltava trazendo o tal doutor. Ele examinava o paciente e das duas uma, ou ele aplicava algum remédio que trouxera da “capitá”, ou mandava chamar o padre pra que o moribundo pudesse se confessar antes de comer capim pela raiz. E por muito tempo foi assim, um “dotôr” resolvia tudo. “Chama o dotôr”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 36pt; line-height: 150%;"&gt;Há alguns dias, passando por uma das ruas que compõe a arquitetura dessa maravilhosa cidade que é Uberlândia, me deparei com uma placa, que triunfante, brilhava, junto à fachada de um consultório, e que me chamara a atenção. Na placa estava escrito: Endodologista. Confesso que fiquei por alguns segundos, estático, pensando sobre aquela palavra que fugia totalmente a minha ignorante enciclopédia. A única frase que me surgiu naquele momento foi: “Chama o dotôr”. A partir desse dia, comecei a notar o quão especializado e ramificado está a nossa atual medicina. Essas descobertas, que para muitos pode até parecer banal, mas que para mim foi surpreendente, criou em mim uma duvida, digamos filosófica, muito semelhante a aquela dos nossos antepassados: “Quem veio primeiro, o ovo ou a galinha?”. Então arrisco-me a perguntar: O que veio primeiro, essa multiplicidade de doenças ou a medicina especializada? E rapidamente me pego a pensar naquele mesmo coroné, hoje com aproximadamente 80 anos, entrando no consultório e sentando-se. O doutor:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 36pt; line-height: 150%;"&gt;-Pois não meu senhor, pode me dizer o que o senhor tem?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 36pt; line-height: 150%;"&gt;-Ah meu filho, se eu soubesse, não estaria aqui.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;-Sim, eu sei. Mas o senhor poderia me dizer onde o senhor sente dor?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;-Ah meu filho, no corpo todo. Tenho 80 anos, dói o corpo todo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 36pt; line-height: 150%;"&gt;-Vou tentar ser mais claro. O senhor pode me dizer onde a dor é maior?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 36pt; line-height: 150%;"&gt;-É no pé.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 36pt; line-height: 150%;"&gt;-O senhor pode ser mais específico.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 36pt; line-height: 150%;"&gt;-Posso ser mais o que?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 36pt; line-height: 150%;"&gt;-Qual dos dois pés que dói mais?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 36pt; line-height: 150%;"&gt;-Ah... O esquerdo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 36pt; line-height: 150%;"&gt;-Na parte superior ou na inferior?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 36pt; line-height: 150%;"&gt;-Oi?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 36pt; line-height: 150%;"&gt;-Por cima ou por baixo?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 36pt; line-height: 150%;"&gt;-É no dedo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 36pt; line-height: 150%;"&gt;-Qual dos dedos?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 36pt; line-height: 150%;"&gt;-O menorzim de todos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 36pt; line-height: 150%;"&gt;-Olha o senhor vai me desculpar, mas a minha especialidade é o dedão, na sua parte inferior, intra....&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;E o “coroné” cabisbaixo, pensando: “Chama o dotôr”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38622242-116906465935620591?l=blogdosegundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdosegundo.blogspot.com/feeds/116906465935620591/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38622242&amp;postID=116906465935620591' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38622242/posts/default/116906465935620591'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38622242/posts/default/116906465935620591'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdosegundo.blogspot.com/2007/01/chama-o-dotr.html' title='“Chama o dotôr”'/><author><name>carlos segundo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02266737889501468565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38622242.post-116905905463580123</id><published>2007-01-17T10:37:00.000-08:00</published><updated>2007-01-17T10:37:34.643-08:00</updated><title type='text'>onde está a liberdade de ex-pressão</title><content type='html'>assim disse ele quando se dirigia ao banheiro&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38622242-116905905463580123?l=blogdosegundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdosegundo.blogspot.com/feeds/116905905463580123/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38622242&amp;postID=116905905463580123' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38622242/posts/default/116905905463580123'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38622242/posts/default/116905905463580123'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdosegundo.blogspot.com/2007/01/onde-est-liberdade-de-ex-presso.html' title='onde está a liberdade de ex-pressão'/><author><name>carlos segundo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02266737889501468565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
